Domingo, 22 de Maio de 2011

O CIRCO

 

O circo está na rua. Os artistas [sempre os mesmos] fazem de tudo para merecer as atenções dos pacóvios, que incrédulos, alguns, e oportunistas outros, lá vão aplaudindo e agitando bandeiras da facção política a que pertencem os artistas.

 

E, de todos, a estrela da companhia é sem dúvida José Sócrates. O homem é obstinado, louco, ou ao invés, tem a exacta noção do estado de ignorância política da maioria que irá  às urnas a 5 de Junho?

 

É que, um individuo que foi primeiro ministro durante seis anos, e que por acção da sua governação deixa um País à beira da bancarrota, sem crédito, nem dinheiro e com pedido de resgate e financiamento ao FMI, cujos resultados práticos e imediatos, foi a intervenção estrangeira na governança, e todo o rol de sacrifícios,  não deveria, em bom rigor, sequer pensar em recandidatar-se ao cargo.

 

Esta recandidatura de Sócrates só pode ser tomada como ofensa e um atestado de burrice passada a todos os Portugueses. O mais caricato da situação são os resultados das sondagens quanto às intenções de voto; a acreditar nestes resultados, então está respondida a interrogativa feita supra. Quer dizer, o homem para além de obstinado e louco tem a exacta noção da burrice de alguns Portugueses. Infelizmente muitos.

 

Num País de eleitores com consciência política, e, de candidatos ao cargo de primeiro ministro com sentido de estado e de dever cívico, os Sócrates e quejandos, depois da vergonha de, por culpa sua, o País ter de fazer de mendigo e ser enxovalhado mundialmente pela presença de  três Estrangeiros a dizer como deveríamos governar-nos ,  nem sequer se atreveriam a aparecer publicamente.

 

Mas aqui não! Aqui, atiram-se as culpas para os outros [como se fossem esses outros que tivessem sido governo] e, alegremente, voltam a candidatar-se aos mesmos cargos. O importante é que as clientelas políticas continuem com as mesmas benesses e os papalvos que suportem os desmandos e continuem a pagar a factura dessa ladroagem.

 

Clamava um amigo em animada conversa de café:

 

Basta! Vão-se embora todos. Há trinta e sete anos que estas quadrilhas de políticos saqueiam os Portugueses e, sem qualquer pudor aparecem a dizer sempre o mesmo; que a culpa é do A, porque não colaborou com B, inviabilizando a política C, ie, que desta vez é que vai ser, mas, no fim tudo fica na mesma.

 

Que venha uma ditadura de competências técnicas, apoiada por supervisores democratas e sérios, que decidam pelo mérito e não pela cor partidária.

 

Que a honestidade dos seus membros seja inquestionável, e ainda assim, a sua actuação governativa responda civil e criminalmente, perante um órgão colegial igualmente isento de cores partidárias.

 

Os partidos deveriam restringir a sua participação a questões constitucionais. O país só teria a ganhar com os partidos fora da governação.

 

Bem se sabe que é uma utopia, mas talvez assim, deixassem de existir tantos inúteis a viver à custa dos Portugueses, que, sem qualquer consciência de voto, os continuam a legitimar nas urnas.

 

E, os artistas do circo sabem disso; especialmente Sócrates: por isso, com a maior desfaçatez se voltou a recandidatar a um cargo, pelo exercício do qual levou Portugal à falência técnica e à beira da bancarrota.

 

E, que pensará de nós o mundo se Sócrates voltar a ser primeiro ministro?

 

Se tal acontecer, voltará a estar actualizada a decrição feita de nós por um centurião Romano,  em carta enviada ao seu Imperador em Roma;

 

 dizia ele:Para além dos Pirinéus há um povo que não se governa nem se deixa Governar.

 

Já eramos assim há mais de dois mil anos.

publicado por etario às 14:15
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2 comentários:
De carlos bento a 22 de Maio de 2011 às 16:56
Calma amigo! Cuidado com o coracao, embora concorde quase com tudo, devo acrescentar que o Porto-Guimaraes esta' quase a iniciar e mais de metade do burgo ira' ficar feliz numa eventual vitoria do Vitoria e tudo sera' esquecido.
Elevando o tema para patamares mais serios, estou crente que o PSD + CDS ganharao as eleicoes e depois vamops assistir ao maior circo de sempre, o desenterrar e saida dos armarios dos esqueletos e outras manobras desviadas da atencao do publico.


De etario a 27 de Maio de 2011 às 21:11
Os esqueletos pertencem aos dois partidos que agora de digladiam .
Insisto no quanto, e quantos, pacóvios somos.
Que pensará a Europa, e o mundo, de um povo que é atirado para esta situação dramática pela acção de um governo que se viu na obrigatoriedade de se demitir, e agora se propõe a eleições com o mesmo primeiro ministro, e as sondagens o declaram quase primeiro ministro novamente? Será, ou já é, a risota do momento. Só os partidos ditos minoritários têm as mãos limpas para poder formar governo. É preciso que os votos lhes sejam dados.
Caso contrário, que venha uma ditadura de competências.


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