Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

ESTADO DE DIREITO

Por favor ajudem-me!... Ajudem-me a perceber.  Este, poderia ser o grito de socorro lançado por qualquer Português pelo não entendimento dos motivos que levaram ao estado calamitoso em que se encontram as finanças públicas e, a não responsabilização daqueles que, por acção ou omissão, para isso contribuiram.

 

Fazendo fé nalgumas  notícias que constantemente nos são veiculadas pelos orgãos de comunicação social, certo é que, o esbanjamento dos dinheiros públicos   raia a obscenidade. E, quando assim é, haverá que responsabilizar aqueles que, sem pudor ou pingo de vergonha, esbulham e esbanjam o que a todos pertence e por todos "ou quase" é pago.

 

É preciso responsabilizar criminalmente esses biltres "que se apegam à politica como lapas à rocha" pelas condutas que voluntariamente empreendem com o sentido e finalidade únicas de, em proveito próprio e dos que estão na orbita da sua esfera de influência, utilizarem a coisa pública como ostentação e enriquecimento  pessoal.

 

É que, não é possivel  entender nem perceber como é possível que 36 anos depois da revolução dos cravos, o País que  prometeram prospero, respeitado e justo, seja exactamente o inverso, ou seja; mais pobre, mais corrupto, menos respeitado , menos justo e, acima de tudo, passando por indigente  perante os seus pares da Europa e do Mundo.

 

É no minimo vergonhoso, que um País que não sofreu os efeitos de cataclismos, desastres naturais, guerras ou revolucões internas ou externas que levassem a um esforço financeiro excepcional, se encontre na triste situação de falência financeira e de descredibilidade quanto ao cumprimento honroso dos seus compromissos financeiros internacionais.´

 

Cabe pois uma pergunta a todos os políticos que após o 25 de Abril têm governado Portugal, e que, com é consabido pertencem ao PS e PSD;

 

Onde têm gasto o dinheiro? Que fizeram às reservas de ouro que herdaram do anterior regime? Que benefícios o Povo logrou com a vossa governação? 

 

Que obras públicas fizeram sem que o financiamento tenha provindo quase todo da União Europeia?

 

Ao longo de 36 anos, o que têm para oferecer aos Portugueses que vos têm elegido é uma crise política e financeira, e um País endividado e sem crédito ? Um sistema social insustentavel? Uma justiça descredibilizada que deixa que se presuma que  existem dois pesos e duas medidas ? Uma criminalidade violenta e impune? Um sistema de ensino em que os alunos não respeitam e agridem os professores e estes não se fazem respeitar pensando apenas em melhorias monetárias e progressão na carreira? Um País onde as autoridades e orgãos  de polícia são agredidas e os agressores não são punidos?

 

É este o Estado de Direito que vamos deixar como legado aos nossos filhos? Em que um político "só pelo facto de o ser" se arroga o direito de, mesmo sem competência para tal, ser governante a quem jamais se pedirão contas pelas suas más acções ou omissões governativas? 

 

Todos os políticos da nossa praça sabem que em Democracia não existe a profissão de político; o cidadão não é político, está político; quer dizer, hoje é político e amanhã quando terminar o seu mandato, voltará ao seu lugar no mundo do trabalho. Mas, os nossos políticos não querem que assim seja, e, vai daí, ficam eternamente na política colados a tachos como directores com vencimentos milionários, de institutos de coisa nenhuma, criados especialmente para o efeito, ou seja, para encaixar os desempregados da política, consumindo alarvemente e sem controlo, verbas perfeitamente dispensáveis.

 

O Português de médio entendimento sabe que a situação actual do País tem como responsáveis os anões políticos que pululam pelos corredores da Assembleia da Republica e os Governantes que, ao longo destes 36 anos apenas se têm governado a si próprios, não pugnando por uma governança séria e competente dos dinheiros e interesses públicos. Exemplo claro é a imensidão de funcionários públicos, que foram admitidos sem rigor de preenchimento de necessidades, mas tão só, por clientelismo partidário. 

 

Por favor, senhores políticos, demitam-se todos, mas todos, antes que apareça outro "Salazar" e lhes dê aquilo que merecem, ou seja, um valente pontapé no traseiro. 

 

Nota 1: este post foi escrito em vesperas do debate pelos "eternos protagonistas" para negociação do OE de 2011.

Nota 2: naturalmente que, há políticos que não fazem parte do perfil daqueles que são visados no post, e que, são a excepção que confirma a regara.

 

 

 

publicado por etario às 16:29
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4 comentários:
De cbento a 23 de Outubro de 2010 às 03:46
O povo portugues merece isto e muito mais. Ainda ha ' um ano atras , enfeiticados pelas palavras do Ze ' engenheiro, voltaram a acreditar naquela: Escutem bem o que vos digo; Nao havera' mais aumento de impostos, vamos criar mais 250.000 empregos, construir o TGV, aeroporto da Ota/Montijo etc, estamos a recuperar a divida externa blblblllalalalallala. Em vez de se encharcarem, ver futebol e telenovelas, prestem atencao aos especialistas desinteressados, vulgo, economistas que todos os dias batem o mesmo fado, mas ninguem os escuta. Nao basta so' dizer, sao todos os mesmos, o que e' preciso e' nao votar na mesma tropa, ponham la' os comunas, anarcas, monarcas e quejandos, o que e' preciso e' mostrar o cartao vermelho ao PS, porque neste momento e recuando 7 anos atras , e ainda, o Guterres, este partido tem-se
agarrado ao poder como uma lapa, sem se preocupar por um momento do futuro dos cidadaos que nele votaram. E' que, se este partido fosse um clube de futebol, nao haveria problema, porque estes nem os bilhetes podem aumentar como querem, ao contrario do PS que no poder tem feito um esbulho aos bolsos dos contribuintes sem que o produto possa ter qualquer utitlizacao visivel para o aumento da economia portuguesa. Aqui fica entao um conselho; Continuem a votar no vosso clube PS, para merecerem o epiteto de Mao-Tse-Tung: Cada povo tem o governo/presidente que merece.
Nota:Execelente artigo, meu caro.


De Paulo Paz a 27 de Outubro de 2010 às 14:36
A crise política sem fim e sem precedentes sugere algumas reflexões sobre o problema da ética na política. Nenhuma profissão é mais nobre do que a política porque quem a exerce assume responsabilidades só compatíveis com grandes qualidades morais e de competência. A actividade política só se justifica se o político tiver espírito republicano, ou seja, se suas acções, além de buscarem a conquista do poder, forem dirigidas para o bem público, que não é fácil definir, mas que é preciso sempre buscar. Um bem público que variará de acordo com a ideologia ou os valores de cada político, mas o qual se espera que ele busque com prudência e coragem. E nenhuma profissão é mais importante, porque o político, na sua capacidade de ladrão que destrói instituições roubando decisões da vida do povo, pode ter uma má influência sobre a vida das pessoas maior do que a de qualquer outra profissão.
A ética da política não pode ser diferente da ética da vida pessoal. E além de observar os princípios gerais, como não matar ou não roubar, o político deve mostrar ao povo que o elegeu sua capacidade de defender o bem comum, e o bem estar de toda a sociedade, sem se preocupar com o simples exercício do poder. Além de não distinguir, de qualquer forma, os demais membros da sociedade, deve ser capaz de mostrar à esses membros que assume a responsabilidade pela consecução deste objectivo. Exerce assim, o que se convencionou chamar da "ética da responsabilidade".
E a ética da responsabilidade leva em consideração as consequências das decisões que o político adopta. Em muitas ocasiões, o político pode ser colocado frente a dilemas morais para tomar decisões. Mas, o político ciente, de sua obrigação com a ética da responsabilidade, sabe que não deve subverter seus valores e, muito menos aqueles que apresentou para seus eleitores.
É este o politico que todos nós procuramos, pode ser difícil de encontrar, mas eles andam por ai.


De Carlos Bento a 27 de Outubro de 2010 às 15:23
Etica, honradez,
atitude profissional ,sobretudo saber esperar pelo produto da sua inteligencia e trabalho, sao atributos esquecidos na nomenclatura da sociedade politica, subir na sociedade (deles) fazendo (show off) aos amigos e vizinhos e' que esta' a dar, conhecer a e b, e pagar aqui e acola' favores sob a conta do erario publico e' apanagio dos chicos espertos, infelizmente enaltecidos por alguns demais.
Tudo tem um fim, nova estoria se desenha com a aprendizagem de erros cometidos, os quais deixarao marcas ideleveis, contudo, vamos ver casos como Isaltino de Morais, (empurrado) fora do PSD e eleito pelo povo, depois de constituido arguido serem o retrato e exemplo futuro. Se eticamente e' reprovavel concorrer a eleicoes na qualidade de arguido, mais grave e', alguem votar neste.
Nota: Parabens pelo comentario , que concordo na integra.


De etario a 29 de Outubro de 2010 às 01:34
Na verdade, a política, se encarada e praticada com espírito de missão, é uma actividade nobre e digna. Mas, infelizmente, mesmo não tomando uns pelo todo, forçoso se torna concluir que a maioria dos que exercem a política em Portugal não tem espírito de missão nem carácter dignos desse exercício procurando antes de mais a realização imediata e a qualquer preço (sempre pago pelos outros) das suas ambições e vaidades .
Contudo, o que se afirma não poderá ser encarado como um juízo de valor generalizado, pois que sempre existirá a excepção que confirma a regra, preenchendo os limites ideais explanados no comentário de Paulo Paz, ou a militância cívica preconizada pelo C.Bento .


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