Terça-feira, 24 de Abril de 2012

DESOLADO

Estou desolado! Então o Dr Mário Soares, Dr Manuel Alegre, Vasco Lourenço e outros que tais não participam nas cerimónias oficiais do 25 de Abril?

 

Que tristeza a dos Portugueses pela falta destes personagens nas cerimónias; provavelmente nem haverão cerimónias. Os meninos estão zangados pelo muito que têm dado ao País, especialmente Manuel Alegre e Vasco Lourenço. A excepção é Mário Soares que conquistou para Portugal o título de presidente mais viajado do Mundo.

 

Agora a sério; Mário Soares só tem a minha gratidão pela frente que fêz aos comunistas no verão quente de 1975. Não fora ele, mais meia dúzia de homens "com eles no sítio", talvez Portugal tivesse mergulhado numa guerra civil, pois uma minoria composta por grupelhos de esquerda onde pontuavam nomes ora sonantes da governação europeia actual, mais uns quantos revolucionários de café e uns tantos militares desejosos de entrar em jogos de guerra, entre os quais pontuavam os grandes patriotas e pais da revolução, "Dinis de Almeida, Otelo Saraiva de Carvalho e outros que tais" , todos eram acólitos do Partido Comunista Português, comandado  por Álvaro Cunhal, cuja missão final, era entregar o País à soberania de Moscovo.

 

Ao País valeu então a força da palavra de Mário Soares e a bravura e destemor do General Ramalho Eanes. Foi em 11 de Março (para os que não se lebram ou ainda não existiam) que este General [Ramalho Eanes] destemido e patriota, meteu na ordem os gangsters a  quem o grandioso, poderoso e mais que iluminado revolucionário Otelo Saraiva de Carvalho havia distribuído armas de guerra, para que o País, fosse lançado numa guerra civil.

Igualmente, para os que não se recordam ou ainda não existiam, este poderoso e genial Otelo Saraiva de Carvalho, posteriormente, foi o mentor de uma organização terrorista que cometeu crimes de sangue, tendo sido por isso condenado e cumprido,  pena de prisão efectiva.

 

Mas, a minha desolação maior é a recusa de Mário Soares, Manuel Alegre, Vasco Lourenço e outros que tais, em não participar nas cerimónias oficiais do 25 de Abril, com a justificação de que este Governo não está a cumprir os ideais da Revolução, cujo corolário do incumprimento será o não pagamento do subsídio de férias e do décimo terceiro mês, a eles claro.

 

Francamente, farta-se um militar e um político de dar lucro ao País, quer através de aparições na TV em festejos revolucionários, quer em sonoros versos igualmente revolucionários, sendo figuras gradas de um Partido que concedeu benesses e dinheiro aos seus protegidos, endividando o País até às cuecas e, agora, vêm os energúmenos deste Governo acabar com as mordomias e direitos adquiridos com tanto esforço e dedicação à causa Nacional?

 

Têm razão estes revolucionários! Têm produzido riqueza a potes para o País, que, dava para lhes sustentar as mordomias por mais de uma geração; Já não há respeitpo por um revolucionário!

 Já pensaram que o que recebem do Estado Português não tem a minima correspondência de algo que tenham produzido? Quer dizer, estes e tantos outros só beneficiam, sem nada dar em troca.

 

Quais são os  ideais de 25 de Abril destes revolucionários chupistas? Continuar a esbanjar o que não existe? Embarcar no foguetório de continuar a criar e a manter institutos públicos (de coisa nenhuma) para assegurar gordos salários aos delfins dos partidos? Cravar as unhas nos contribuintes para sustentar e manter órgãos de comunicação social que veiculem a anestesia colectiva do folclore político? Enfim,, deixar às gerações mais novas o fardo de pagar o que eles agora esbanjam em nome da Revolução? O General Spinola [que invoco com o devido respeito]deve dar voltas no túmulo enjoado com tanta desfaçatez, ou talvez não, já que a ele não o enganaram, pois que, quando viu de quem estava rodeado, saiu e bateu com a porta.

 

Estes senhores e outros "revolucionários de pacotilha" têm razões de sobejo para ficar quietos e calados; pensam que as gentes mais novas lhes ligam? Que sabem sequer quem são?  Era bom que a comunicação social isenta desse às gerações actuais o curriculum destes e doutros pavões do 25 de Abril.

 

O actual Governo, "com o qual não me identifico" tem pelo menos o mérito de estar a tentar tapar os buracos que os anteriores criaram mercê da aplicação de medidas irrealistas e absurdas, maximizadas pelo enorme fosso existente entre os rendimentos de quem trabalha e os daqueles que  nada fazem, nunca fizeram e arrecadam chorudas reformas, tudo em nome de uma revoluçao que diziam feita para o Povo. Mas, prevendo que lhes vão às mordomias, recusam-se a participar nas comemorações oficiais do vinte e cinco de Abril. Que pena! Que desolação!

 

Tenham respeito por quem trabalha e lhes assegura o imerecido! Calem-se por favor, tentem passar despercebidos.

publicado por etario às 14:40
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Domingo, 22 de Abril de 2012

Questão de contas

O plafonamento dos valores das reformas tem sido matéria tratada quase a medo pelos últimos executivos (leia-se Governos) e, o actual não foje à regra.

 

Não cabe na modéstia destas linhas a discussão da justeza, ou não, da atribuição de reformas com valores a roçar o exagero, ou seja, as chamadas reformas milionárias. Mas?

 

Os  pensionistas, ou pelo menos a maioria, independentemente do valor da sua pensão de reforma, sabe que os valores que descontou para a Segurança Social na sua vida útil, estarão praticamente absorvidos nos primeiros 6 anos de benefício da pensão, e como felizmente a esperança de vida é cada vez maior, claro se torna que a maioria dos valores recebidos não estão compensados. Quer dizer, no deve e haver das contas das pensões de reforma, o saldo é claramente negativo para a Segurança Social. Atente-se, que as percentagens de activos a descontar para as reformas dos não activos é cada vez menor, o que necessariamente levará à rotura financeira do sistema.

 

Porém, não  podem ser goradas as expectativas de todos aqueles e aquelas que durante uma vida trabalharam e procederam aos seus descontos para a Segurança Social com a finalidade de ver assegurada a sua reforma quando deixassem de estar activos. Mas, se os cofres da Segurança Social se encontrarem vazios, a reposição dos valores para pagar as reformas terá de advir do orçamento geral do Estado ou de outra qualquer forma de financiamento, mas, sempre à custa das finanças públicas.

 

Aqui chegados, importa fazer um apelo ao princípio da proporcionalidade no que toca à justa distribuição da riqueza; quer dizer, os cofres da Segurança Social já se encontram em claro descalabro financeiro e o desnível dos valores das pensões de reforma ainda aceleram mais esse descalabro financeiro.

 

Havendo a necessidade de recorrer a financiamento público para manter as pensões de reforma, significa que os valores descontados pelos pensionistas "enquanto activos" são insuficientes para a manutenção das reformas nos actuais valores. Sabido que os critérios de atribuição dos valores da pensão de reforma não assenta em lógica de conta corrente, então os valores recebidos por uns não deveriam ser exagerados quando comparados com outros.

 

O putativo contrato de seguro estabelecido entre a Segurança Social e os pensionistas deveria funcionar com dois limites, ou seja, um corresponderia ao valor base da pensão de reforma e deveria ser igual para todos os pensionistas sendo os valores pagos acima desse valor base o correspondentes aos descontos efectuados pelo pensionista durante a sua vida activa. Isto, claro está, enquanto dos valores descontados houvesse plafound que substanciasse esse valor extra.

 

Seria assim reposta a justiça social quanto ao ofensivo desnivelamento entre os valores das pensões de uma maioria em benefício de uma minoria.

 

Repare-se que, mantendo-se o actual sistema, os pensionistas milionários (e não são poucos) continuarão grudados no sistema usufruindo de pensões com valores que nem em sonhos corresponderão aos valores que descontaram, enquanto que, os outros pensionistas (a maioria) que igualmente não descontaram o suficiente para cobrir os valores da sua pensão de reforma continuarão a receber um valor ridiculamente baixo em comparação com os pensionista milionários.

 

Então, se nenhuma destas categorias de pensionistas descontou o suficiente para continuar a obter a sua pensão de reforma, passando estas a ser obtidas através de fundos pagos por todos, porquê, e em nome de quem, uns continuarão a receber pensões milionárias e os outros pensões de sobrevivência?

 

Onde se situa a justeza destas medidas? Em nome de que princípio se poderá continuar a cometer esta injustiça? O estômago de uns não é igual ao estômago de outros?

 

Para que se não chegue ao extremo supra descrito, deveria ser decretado com efeitos imediatos um plafonamento dos valores das reformas pelo qual nenhuma pensão de reforma fosse superior a €2500 mês X 12 meses, mesmo que de medida excepcional se tratasse.

 

Ser Governo é ter a coragem de tomar medidas corajosas, mesmo que, estas colidam com os nossos interesses ou dos nossos pares.

 

 

publicado por etario às 23:12
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Chá

Por muito que se clame e se procure mostrar aos incautos que se é ou não, aquilo que se parece, quando menos se espera o verniz estala e aparece a realidade.

 

Da prepotência do Dr. Mário Soares já poucos tinham dúvidas; do seu narcisismo "vá lá saber-se por quê" tresanda um desprezo por  todos os que não comungam das suas mais que doutas opiniões e posições. Enfim, o homem julga-se um quase deus [letra minúscula propositadamente] e não entende que a maioria dos Portugueses já o conhece de sobejo e, só por imposição dos media "sempre os mesmos" vai aguentando as suas senilidades políticas.

 

Mas o motivo deste desabafo é a comparação que necessariamente tem de ser feita entre o comportamento do Monarca Espanhol D. Juan Carlos, e o do ex- presidente da Republica Portuguesa Dr. Mário Soares.

O primeiro não cometeu nenhuma ilegalidade formal (não violou qualquer lei do seu País) e por ter partido em dispendiosa jornada de caça (safari)quando o País se debate com grave crise financeira, pediu publicamente desculpas ao povo Espanhol com a promessa de que não voltaria a cometer tal erro; o segundo, violou lei formal do seu País (circulava em excesso de velocidade, a quase 200Km hora) e perante a autoridade autoante  teve um comportamento de arrogância e sobranceria, não manifestando posteriormente perante o País  qualquer sinal de arrependimento ou pedido de desculpas, que só lhe ficaria bem, se tivesse  humildade e respeito por quem lhe assegura e paga as mordomias. 

 

Ignorou olimpicamente que este mesmo País continua a assegurar-lhe e à família, vida faustosa e os meios com que praticou o facto ilícito, para não falar de outras benesses. Aliás, seria bom que o Dr. Mário Soares demonstrasse e provasse aos Portugueses qual a utilidade pública da Fundação que tem o seu nome.

 

Até lá, não seria descabido tomar um pouco do chá que toma o Rei de Espanha.

publicado por etario às 20:21
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