Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

FERROADA

Os meus conhecimentos técnicos de futebol resumem-se às ilações que retiro da imprensa especializada; assim, tudo o que a seguir se descreve, valerá o que vale, ou seja, nada.

 

Contudo, como bom Português que gosta de futebol, não abdico das minhas prerrogativas de treinador de bancada e, abalanço-me a dar a minha opinião acerca dos ultimos desaires da nossa selecção de futebol.

 

1- Os seleccionados "jogadores" estão-se borrifando para a selecção "excepção feita aos que ainda não adquiriram visibilidade suficiente".

2- Os dirigentes federativos vão gerindo a federação como se de um feudo se tratasse, e, colados como lapa à rocha não abandonam o lugar, pois que, daí auferem gordo pecúlio sem contrapartida laboral de relevo.

3- O poder político que tutela "ou deveria tutelar" o desporto bem pode ser comparado ao snr "NIM", ou seja, nem é não nem sim nos momentos de tomar decisões, quer antes ou depois de determinadas contratações, especialmente de treinadores, ou "se assim soar melhor", de seleccionadores.

 

Como se vê, bastam três ingredientes base para que, juntos, libertem os ácidos que fazem uma mistura explosiva, de resultados mais que catastróficos para o depauperado orgulho Luso.

 

Senão vejamos: 1- Os jogadores que são seleccionados (que têm feito parte da última selecção) para além da sua inegável  qualidade futebolistica não deixam de ser Portugueses e, como tal assim se deviam comportar em campo na defesa das cores nacionais do seu País. Mas, é isso que fazem?

Não! Os seleccionados comportam-se como estrelas brilhantes que estão ali a fazer o favor de estar em campo para que o mundo de parolos vejam "via tv" as suas excelsas imagens dando toques na bola, reduzindo os jogadores das outras selecções a meros figurantes de segunda categoria pois os nomes sonantes que ostentam e os clubs europeus que representam são na realidade mais que suficientes para garantir um resultado favorável.

Só assim se compreende que um conjunto de estrelas tão brilhantes passe mais de trinta minutos sem rematar à balisa adversária, recreando-se, lateralisando passes e jogando para trás, não logrando ao longo de noventa minutos incomodar  o guarda redes adversário.

 

Este comportamento, e falta de garra é indigno e, motivo para uma exclusão definitiva da selecção dos elementos que não estão dispostos ao sacrifício por ela. A culpa dos maus resultados morrerá solteira, mas, a culpa da falta de garra é exclusivamente dos jogadores. E não digam que é pela falta de treinador que não há garra; a falta de garra é produto de um excesso de vedetismo que urge limpar rápido e a qualquer preço.

 

2- Fazendo fé na imprensa, verifica-se que  dirigentes federativos  outorgam contratos milionários com clausulas onde são previstas indemnizações ofensivas em caso de rescisão, para garantir os serviços de um qualquer técnico, (seja ele quem for), a quem não se exigem contrapartidas de resultados ou conquista de títulos. Esta falta de cúria na gestão dos fundos da federação portuguesa de futebol, seria caricato se não fosse ofensivo do bom senso e do respeito por quem trabalha e paga impostos.

Afinal, o renomado técnico da selecção não conquistou qualquer título e teve um comportamento inadequado de cada vez que teve que cumprir com as directrises do País que, em última rácio lhe paga.

Tenta-se agora camuflar erros directivos que facilmente se teriam evitado; bastava que houvesse bom senso e menos interesses envolvidos.

 

3- O poder político que tutela a federação portuguesa de futebol tem no momento a oportunidade de dar a varredela que há já muito se impunha, ou seja, destituir os órgãos que ao longo dos anos tem desbaratado um capital de talentos "tanto técnicos como futebolisticos" em troca de prometidos resultados imediatistas que jamais se vieram a concretizar apesar do abastardamento da selecção.

 

Uma selecção NACIONAL é isso mesmo, NACIONAL e, não um misto de jogadores e treinadores de nacionalidades várias travestidos de nacionais.

 

 

 

publicado por etario às 21:21
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2010

Expulsões

Não posso deixar de comentar o excelente artigo da Drª Paula Teixeira da Cruz, "in o Correio da Manhã de 02/09/2010 2ª página". sob o título Expulsões

 

Advogada,  humanista, a articulista refere-se ao fenómeno da exclusão como um problema que continua adiado, e que de cada vez que as crises ocorrem o fenómeno ganha visibilidade e dimensão crescente, mas, continuando adiada a sua solução.

 

Naturalmente, que na génese  da análise da articulista estão as recentes expulsões pela França de ciganos de origem Romena e Búlgara. Contudo não adianta soluções em concreto.

 

Confesso que me revejo no sentimento humanista da autora, mas dada a experiência vivida no quotidiano em contacto com as realidades actuais correlacionadas com o fenómeno da emigração desregrada "digamos sem exagero", controlada por Máfias que lançam na Europa Ocidental grupos de desprotegidos com a finalidade de mendigarem agressivamente, roubarem e cometer crimes (mesmo de sangue), que levem a obtenção de lucros, levam a que a análise do fenómeno tenha, ou deva passar, por uma solução menos filosófica e mais prática.

 

Só uma acção concertada dos Governos da União Europeia, especialmente os dos Países donde provém a imigração que não tem por finalidade a procura de trabalho, mas sim a extorsão organizada e o esbulho violento, recusando-se a viver de acordo com os padrões sociais e segurança dos Países de acolhimento, poderá a curto prazo, fazer com que o fenómeno das expulsões deixe de existir.

 

Os direitos liberdades e garantias dos cidadãos devem ser respeitados, impedindo-se a todo o custo a discriminação.

Contudo, os direitos liberdades e garantias dos cidadãos da União Europeia são constantemente postos em causa pela acção desses outros cidadãos que não têm a mínima intenção de respeitar os direitos liberdades e garantias dos cidadãos dos Países de acolhimento, vivendo à margem da lei e da ordem que, por ignorância ou deliberadamente violam.

 

No respeito por opinião diversa, entendo que o alargamento aos novos Países aderentes à União Europeia, da livre circulação de pessoas no espaço Europeu, deveria ter sido precedido por um esforço de alfabetização e de sentimento de partilha dos direitos, mas, especialmente dos deveres a que está sujeito o cidadão Europeu no espaço geográfico Comunitário.

 

Efectivada esta alfabetização, mesmo que imposta, os cidadãos que hoje são expulsos, voltariam com a certeza de que a liberdade maior é, saber que os seus direitos terminam quando colidem com os direitos dos outros.

 

Mas, o problema dos ciganos, é um problema transversal a toda a Europa, e terá de ser a Europa, a resolvê-lo, mesmo com  a imposição de regras de discriminação positiva. Quer dizer: é consabido que os ciganos, por tradição são nómadas e, tal mobilidade é factor impeditivo da frequência regular de aulas pelas suas crianças impedindo essa mobilidade geográfica , para além da falta de alfabetização, o enraizamento de sentimentos de convívio com as crianças de outras comunidades. Felizmente que já existem docentes que se dispõem a acompanhar esta mobilidade e vão por isso tentando minimizar o problema, mas, o seu número diminuto não permite a obtenção de resultadsos significativos.

 

Ora, este desenraizamento e analfabetização impedem que as comunidades Ciganas na Europa se integrem na Sociedade Europeia de que fazem parte e, à custa da qual,  vivem e ou sobrevivem.

 

 No estrito respeito pelas Direitos Liberdades e Garantias dos cidadãos, não poderá ser imposto aos cidadãos que compõem estas e outras minorias a frequência de aulas ou outras condutas atinentes à integração destas na comunidade maioritária.

Por outro lado, no respeito pelos Direitos Liberdades e Garantias dos cidadãos, os que compõem a comunidade maioritária não devem ser sujeitos à pressão exercida por algumas destas minorias que, de moto próprio, ou por indução de terceiros, praticam actos de puro parasitismo social, não raras vezes acompanhado de violência.

 

No respeito por melhor opinião, a solução passa, como se disse supra, pela imposição de regras de discriminação positivas, ou seja: obrigar estas minorias a frequentar as aulas e a respeitar as regras vigentes  tal qual faz qualquer cidadão, não se impedindo com esta imposição a continuação e manutenção das suas tradições intrinsecas.

 

Até lá, e enquanto as coisa se ficarem por intenções, a articulista tem razão.

publicado por etario às 11:14
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

Processo Casa Pia

O processo Casa Pia, "por muitos anteriormente classificado como um Processo Kafkiano" teve o seu fim em primeira instância, com a leitura das sentenças condenatórias aos arguidos e a absolvição de uma arguida por insuficiência de provas.

 

Quase todos os condenados se remeteram ao silêncio, com excepção de Carlos Cruz que, continua a proclamar a sua inocência; na conferência de imprensa que concedeu após a leitura da sentença, insistiu na sua inocência aproveitando para voltar a afirmar que foi condenado com base em provas inexistentes e que, como tal, com a sua condenação se havia cometido um tremendo erro judicial.

 

Confesso que perante os argumentos do Snr Carlos Cruz (a partir de agora, por economia de texto, CC) qualquer cidadão menos atento ou informado do conteúdo das disposições do Código de Processo Penal Português ficaria abalado e com opinião favoravel aos argumentos expendidos por CC, concluindo que, na verdade, CC havia sido injustamente condenado

 

Ora, sendo o Código de Processo Penal Português um dos mais garantisticos (em minha modesta opinião, excessivamente garantistico)na defesa dos direitos do arguido, e tendo o processo Casa Pia percorrido todas as fases do Processo Penal até chegar a julgamento, ou seja: denúncia ou queixa, constituição de arguido, aplicação de medidas de coação, inquérito, tramites durante e posteriores ao inquérito , instrução e tramites da Instrução, e finalmente a acusação, havendo ainda a considerar o prazo dilatadíssimo (quase seis anos) desde a constituição de arguidos até ao momento do julgamento e da leitura da sentença haverá pois,que tirar as seguintes ilações :

 

a) Em Portugal "como em outros sistemas jurídico legais" funciona o princípio jurídico, in dúbio pro Reo---princípio imperativo legal indissociável da presunção de inocência do arguido, segundo o qual, no caso de insuficiência de prova, o Tribunal deverá decidir pela absolvição do arguido ou réu. Este princípio jurídico legal está consagrado na Constituição da Republica Portuguesa Artº32º.

 

b) Consabido que o Código de Processo Penal Português garante em  todas as fases do processo o exercício do contraditório e de defesa do arguido, não se pode compreender que, segundo CC,  as provas apresentadas pelo Ministério Público ocorridas na casa de Elvas respeitem a periodo anterior à ocorrência dos factos e não tenham sido devidamente contraditadas.

 

c)Para além de que, (ainda segundo CC)lhe era impossivel estar fisicamente na casa de Elvas no momento da ocorrência dos factos, pois que, nesse momento estaria em local diverso.

Seria dificil a prova da presença em local diverso, na data e momento da prática dos factos?

 

d) CC diz ainda ter sido condenado pela produção de prova testemunhal produzida por vitimas que diz desconhecer e, por quem é desconhecido.

 

Conclusão:

 

CC, bem como os outros arguidos no Processo Casa Pia foram condenados após a decorrência de um Processo que demorou quase seis anos.

 

CC estava patrocinado por dois dos mais prestigiados advogados portugueses que, conjuntamente com os outros advogados de defesa, ou de per se, utilizaram todo o expediente dilatório legalmente possível, não se compreendendo por isso, que ao longo de tantos anos não tenham conseguido contraditar as provas que levaram à condenação de CC , e que, afinal parecem bem simples de contraditar, desde que, com a verdade material.

 

Dado o princípio - In dubio pro reo-, a experiência dos juizes, e a dos advogados , das declarações de CC na conferência de imprensa fica a dúvida;

ou os advogados de CC não foram capazes de contraditar as provas apresentadas pelo Ministério Público e  provar a sua inocência, "o que se afigura poudo provavel",  ou os Juízes se esqueceram do princípio in dubio pro reo, "o que será ainda mais improvavel," . Mas, uma certeza ficou:

 

Manifestamente, CC continua a ser um exímio manipulador de opiniões e, como mais uma vez demonstrou, ainda é  o Snr Televisão.

 

Vamos aguardar serenamente pelos recursos.

 

 

 

 

 

publicado por etario às 16:09
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