Domingo, 29 de Agosto de 2010

Pão vinho & companhia

Não sei se o Snr vereador da cultura do nosso Município leu o "post" que foi publicado neste blog em 20/08/2009 , acerca das festas do Pão Vinho & Cª desse ano.

 

Relembra-se que o tema do dito "post" estava focado na importância de 15000 euros paga pela Câmara Municipal a quando da actuação de Tony Carreira nas ditas festas e, nas declarações "in O Almeirinense" do vereador achando que a importância paga era ainda assim em conta, pois que, o grosso do cachet era pago por uma grande superfície instalada em Almeirim.

 

Foi então lembrado que 15000 euros pagos a um artista por uma autarquia onde havia, e há, casos de necessidades primárias, era no mínimo ofensivo do princípio da solidariedade social, da qual as autarquias devem ser o exemplo.

 

Este ano, consultando o programa das festas verifica-se que houve contenção nas despesas especialmente nas que concernem ao cachet dos artistas convidados.

 

Destaque para o trio de cordas chefiado pelo nosso querido Artista Custódio Castelo cujo virtuosismo "dele e dos dos dois músicos que o acompanham" levaram ao rubro uma assistência que entusiasticamente os aplaudiu de pé .

 

Sabido que a crise leva as pessoas à contenção de despesas, ainda assim, o recinto estava apinhado de gente com as tasquinhas a funcionarem bem, mas, é notória a falta de poder de compra.

 

Dou aqui público reconhecimento ao vereador José Carlos que, com um orçamento muito mais baixo que o do ano passado, não deixou de levar por diante os festejos que já fazem parte da tradição do nosso Concelho.

 

Contudo, fica-me uma dúvida; se estivéssemos em vésperas de eleições (tal como no ano passado) o comportamento seria igual?

 

 

 

 

publicado por etario às 23:43
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

Bordalo (sempre actual)

A política, abstractamente considerada, fisica e sensorialmente inexistente foi "magistralmente satirizada por Rafael Bordalo Pinheiro", na imagem da porca amamentando uma ninhada de leitões, onde sempre faltam  tetas, levando  os leitões sem mama (teta) a estabelecer a confusão e a desordem junto  dos instalados nas tetas que mais leite permitem sugar. Este será  o retrato "sempre actual," mais adequado à politica portuguesa.

 

 A porca é a mesma, e a cada parição (leia-se legislação) a ninhada de mamões alterna-se entre os que já gordos são forçados a sair, porventura para mamar em tetas mais cheias, e os que na nova ninhada,  sem escrúpulos ou rodeios,  ou protegidos pela porca mãe, se atiram às tetas que mais leite dão, continuando a não permitir que os mamões sobrantes mamem em qualquer teta, ou mamem pouco, o que, inevitavelmente leva mais uma vez à confusão entre a nova ninhada.

 

Esta analogia da política nacional com a realidade da vida animal, é naturalmente lúdica e superficial, mas, é o retrato que uma vez mais se adequa ao actual estado politico da Nação.

 

Qualquer cidadão medianamente pensante, sente repulsa pelo actual estado da politica Nacional, já que, dos sectores vitais da governação são diariamente dadas a público as notícias mais escabrosas e desacreditadoras da confiança que estes sectores têm a obrigação de ser porta estandarte.

 

E, um dos sectores chave da credibilidade e confiança da governação de qualquer Estado de Direito é, o sector da justiça!

Pilar incontornável de qualquer sistema democrático, a Justiça tem de estar acima de qualquer suspeita de parcialidade.

 

O que se tem dito e publicado na comunicação social é demasiado grave e desvirtuante das instituições tutelares da justiça. Há necessidade de sanear (tornar sã) a justiça em Portugal? Então que seja feito esse saneamento, doa a quem doer.

Se para tal houver que alterar a Constituição, o Código de Processo Penal e o Código Penal, então que sejam alterados sem demora.

 

É preciso que o cidadão sem recursos,. tenha a confiança de que, quando recorrer à justiça, tem um tratamento igual aos que dispõem de recursos para pagar a advogados, que, nalguns casos, agem em desrespeito pelo seu estatuto deontológico não advogando a favor do direito, impedindo com manobras dilatórias permitidas por lei, a celeridade da justiça e a serenidade necessária a uma justa e atempada condenação ou absolvição.

 

Para tal, é necessário que os mamões instalados nas tetas, e bem assim, aqueles que sem teta  fazem guerra aos seus pares, de uma vez por todas,  dêem as mãos e procedam às alterações legislativas que permitam erradicar este clima de suspeição generalizado.

Igualmente os interpretes da lei e todos aqueles que intervêm no processo judiciário devem abster-se de manobras esconças que em nada beneficiam a imagem da Justiça no seu todo.

 

Felizmente que existem muitas e boas excepções, que, não podem ser confundidas com a regra.

 

Conclusão: num Estado que se quer de Direito, as instituições sem credibilidade, fazem dele um mero estado fantoche.  

 

  

 

 

 

publicado por etario às 00:33
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Domingo, 8 de Agosto de 2010

UTOPIA

Recupero aqui uma visão futeboleira para fazer uma axiologia com a política. Política nacional e autárquica.

 

Quer dizer, os políticos que militam "outros gravitam" na esfera ideológica dos partidos, "cada um defendendo de per se, essa ideologia e, procurando sempre que possível disso colher dividendos pessoais, fazendo dessa possibilidade a razão única da sua militância," prestariam um serviço público de excelência ao País se esquecessem o que os divide  e sublimassem o que os, e nos une, "O DEVER E AMOR PÁTRIO"

 

Recorde-se que, em cada formação política do nosso País existem políticos de excepcional qualidade, mas que, individual e isoladamente nãO são suficientes para implementar e desenvolver as soluções que atenuariam ou resolveriam a crise que nos assola.

 

É que, os partidos que isoladamente ou em coligação fazem parte dos governos, por cada medida que pensam implementar, ou implementem por força de uma maioria na assembleia, sempre terão a oposição (por vezes descabida) dos outros políticos que do Governo não fazem parte. E, como se disse, estes políticos "ora" oposicionistas são igualmente muito bons na argumentação e quiçá demonstração, da inutilidade dessas medidas, ou seja, só porque não é o seu grupo parlamentar a apresentar essas medidas, então, mesmo que as ditas sejam importantes e fundamentais para o País há que demonstrar, por vezes artificiosamente, a inutilidade das mesmas.

 

Então porque não fazer uma selecção de políticos!

Tal como no desporto, mormente o futebol, porque não Se faz uma selecção dos melhores políticos, de entre os partidos, e se forma com esta selecção um Governo?

 

Uma vez seleccionado o, ou os políticos que fariam parte da selecção, os dirigentes dos partidos que haviam dado à selecção esses elementos não seriam tidos nem havidos nas orientações governativas. Assim, esquecer-se-iam as diferenças ideológicas e trabalhariam em prol do objectivo comum, "bem governar Portugal".

 

É isto que, fazem os jogadores dos diversos clubes que, durante os campeonatos competem entre si mas, quando chamados à selecção, esquecem essas rivalidades clubistas e dão EM CONJUNTO o seu melhor na defesa das cores Nacionais.

 

Esta abordagem é naturalmente utópica, mas, creio sinceramente que resultaria, tanto no Governo como especialmente na governança da coisa autárquica pois que, aí a escassez de valores é maior e está igualmente dividida.

 

publicado por etario às 12:24
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

INCÊNDIOS

Correndo o risco de vir a ser mal interpretado, ou interpretado de acordo com as conveniências, não resisto a expor a minha opinião acerca da vaga de incêndios que anualmente varrem o nosso País.

 

Mesmo na pressão humana que hoje se exerce sobre o que resta da floresta nacional, mormente pelo tráfego rodoviário e, sobretudo pedonal, não restam dúvidas de que se cometem crimes de natureza ambiental,  por omissão de acções e negligência  tendentes a impedir esse flagelo.

 

Se é verdade que actualmente as florestas são diariamente atravessadas por milhares de viaturas e, por pessoas que sem o mínimo sentido cívico deitam fora garrafas, latas e outros objectos vazios que, quando atingidos pela luz do sol reflectem calor capaz de dar origem a uma chama originando um incêndio de grandes proporções, não é menos verdade que o estado de limpeza das florestas é calamitoso.

 

E, a falta de limpeza da florestas é o combustivel que alimenta e potencia estes incêndios; que fazer então, sabendo que o preço de limpeza da floresta é incomportável para as parcas bolsas dos proprietários florestais?

 

Cabe aos órgãos tutelares dos serviços florestais obstar a que a floresta fique por limpar! Como? Pois bem; se nos debruçarmos sobre as verbas despendidas no combate a incêndios, e nos elevados prejuízos para a economia nacional resultante das florestas ardidas, fácil se torna verificar que uma mínima parte dessa verba seria mais que suficiente para proceder à limpeza da floresta nacional.

 

Não se trata de distribuir arbitrariamente verbas aos proprietários da floresta para que efectuem a limpeza destas, mas sim, de distribuir verbas aos proprietários da floresta pela limpeza destas, impondo e aplicando sanções pesadas a quem o não fizesse. Quer dizer, os proprietários disporiam de um fundo para proceder à limpeza das florestas que seria de imediato creditado após verificação de que se havia procedido à limpeza de acordo com os ditames dos técnicos silvicultores.

 

Claro que, quem se tivesse socorrido do fundo para outros fins e não tivesse procedido à limpeza  sofreria as ditas sanções.

 

Para os recalcitrantes, haveria ainda a possibilidade de recorrer à mão de obra da população prisional que, por este meio, encontraria a possibilidade de compensar a sociedade da despesa que representa a sua manutenção em clausura.

 

Mas, como é obvio, isto seria um tremendo golpe nas empresas que se dedicam à comercialização de material de combate a incêndios, e, bem assim, daqueles que por dois meses de trabalho árduo de alguns, passam o resto do ano sem trabalhar.

 

Poderá parecer excessivo o que fica dito, mas, recorda-se os mais velhos e informa-se os mais novos, que há cinquenta anos a mancha florestal era imensamente maior, os verões eram excessivamente quentes, não havia viaturas ultra-sofisticadas nem meios aéreos de combate a incêndios e raramente havia um incêndio florestal.

 

Mas, nesses tempos, havia respeito, as florestas eram consideradas um bem Nacional e, eram obrigatoriamente limpas.

publicado por etario às 23:07
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Domingo, 1 de Agosto de 2010

IMPENSAVEL

Se me perguntassem se no ensino secunsário o conhecimento das matérias curriculares leccionadas iria deixar de ser um factor decisivo para passar de ano, (vulgo deixar de haver chumbos), a resposta seria: impensável!

 

Mas o Governo, "qual construtor aldrabão, que executa a obra sem alicerces," prepara-se para levar a efeito mais um autêntico atentado à educação e à instrução deste País.

 

Consabido que em Portugal, a maioria dos alunos que terminam a escolaridade obrigatória o fazem na condição de analfabetos funcionais, devido às passagens administrativas na fase primária (ou primeiro ciclo como agora se diz), a ministra da educacação, por razões meramente económicas prepara-se para dar a machadada final no já pobre sistema educativo Nacional.

 

Os pais destes alunos que "no fundo" vão ser as vítimas deste tremendo disparate deveriam mobilizar-se e impedir que os seus educandos frequentassem tal sistema de ensino.

Acabando com os chumbos, não dando relevo ao conhecimento cientifico das matérias leccionadas, nem ao mérito do estudo sério e profícuo, tudo em nome da economia de alguns milhões de euros, caminharemos para uma sociedade de inúteis e párias intelectuais.

 

O País que não investe na formação intelectual séria dos seus cidadãos é seguramente um País de burros "sem ofensa para os ditos", tal como são actualmente os políticos que nos "des- governam".

 

                                                                                                 II

 

 

Acabe-se com a desvergonha do caso Free-Port! Se o PM é suspeito então que seja ouvido, e, se houver matéria incriminatória, que seja acusado e julgado.

Caso contrário, de uma vez por todas calem-se e não lancem a suspeição sobre quem pode ser inocente, pois que, o pior de todos os julgamentos é aquele em que o acusado não pode defender-se.

 

A suspeição e a acusação não provada, mas encapotadamente mantida, é uma nódoa que jamais se apagará.

 

O cidadão, idependentemente do cargo que ocupa, é igual perante a lei, e como tal assim deve ser julgado.

publicado por etario às 12:12
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