Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Entrevisra a Paulo Portas

 

Os manos Portas, "Paulo e Miguel" são dos poucos figurões da política que me prendem em frente ao televisor, já que, um e outro representam, a meu ver, a élite intelectual da sua geração, que é, também a minha.

 

Por norma, quer um ou outro não debitam lugares comuns e, o seu discurso é fluído e esclarecedor das matérias que abordam.

Ontem foi a excepção! A entrevista concedida por Paulo Portas a Judite de Sousa saldou-se por um fracasso.

 

À mediocridade da entrevistadora já nos haviamos habituado, mas ver e ouvir Paulo Portas reproduzir uma cassete é coisa a que não tinha ainda assistido.

 Às perguntas feitas a despropósito, e sem conexão com o tema em apreciação "neste caso o PEC", respondia P.Portas com uma autentica saraivada de palavras em tom de campanha eleitoral, mais preocupado em lembrar ao eleitorado/espectadores que o CDS estava vivo e de boa saúde.

 

E o mais grave, é que tudo o que dizia era a repetição de palavras já rebatidas e reditas em outras situações. A entrevistadora lá ia tentando colocar algumas perguntas ---mais uma vez fora de contexto---- e P.Portas insistia em redizer tudo o que já havia sido publicado na imprensa matutina do dia e, o que o CDS havia conseguido em vitórias parlamentares. 

 

Paulo Portas conhece bem o terreno que pisa e ante tão fraca entrevistadora usou e abusou do tempo de antena para fazer campanha eleitoral lançando uma jogada de charme para os militares quando foi atacado com o dossier dos submarinos, dizendo----sic; que não envergonhava as forças armadas com armamento obsoleto e metralhadoras com mais de 50 anos--. Esclareceu ainda quem tinha dúvidas, que o dossier "submarinos" não era do tempo do seu Ministério já que, quando chegou a Ministro da defesa já encontrou o Dossier na quarta e última  fase, sendo as fases iniciais do tempo do Governo de Guterres.

 

Quer dizer: a entrevistadora fazia perguntas jornaleiras e de pura falta de interesse para o assunto em debate, e , P.Portas respondia-lhe com a mesma mediocridade repisando temas e chavões já tantas vezes repetidos. Nem dava para acreditar que fosse P.Portas que estava a debitar tal acervo de repetições.

 

Apesar de tudo, continuou a demonstrar um excelente domínio do discurso e uma boa relação com as camaras,  continuando a ser um político cuja clarividência muita falta faz ao País.

publicado por etario às 20:16
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ecos

Mesmo na minha surdez,  hoje, enquanto almoçava num ruidoso restaurante, ouvi claramente a conversa entre dois amigos; o tema era a política e o tão falado plano de estabilidade e crescimento PEC.

 

Não me pareceram homens com conhecimentos académicos na matéria, mas via-se claramente que eram homens formados na melhor de todas as Universidades, ou seja a Universidade da vida.

Eram homens com traquejo de vida, já com cabelos brancos, mas ainda activos e pagadores de impostos.

 

Do  que disseram,  creio, muito seria aproveitado por um governante bem intencionado que os escutasse. Talvez daí tirasse alguimas dicas para resolver  ou atenuar a crise.

 

Do que consegui reter, aqui vão algumas das sugestões que utilizariam se fossem Governo "diziam eles"! 

 

1º-Fariam um corte nos vencimentos de todos os ministros e secretários de Estado. (com esta medida ficariam com base moral para o pedido de sacrificios aos outros cidadãos.

Igualmente, limitariam os gastos ao minimo indispensavel com mordomias e prémios (que por vezes premeiam quem não fez coisa nenhuma ).

 

2º- A todos os reformados que individualmente auferissem mais de 2000euros mensais ou 4000 por casal, seriam descontados 20% por cada fracção de 100 euros a mais e serlhe-iam igualmente retirados os subsídios de férias e de Natal. Em compensação, aumentariam as reformas dos que ganham menos de 300 euros por mês progressivamente até chegar rápidamente a um patamar de 500 euros por mês.

Com esta medida, atenuar-se-ia o enorme fosso entre quem tanto ganha, e quem, quase nada ganha,. E argumentavam: porque motivo um casal que aufere de reforma 10000 e mais euros por mês, há-de viver em permanente e ofensiva abundância à custa do trabalho dos outros; é que, quase sempre esta classe de  reformados vêm de actividades ligadas ao Estado ou à função pública, e neste momento o Governo pede sacrificios aos funcionários públicos activos deixando de fora quem vive com muito mais do que precisa. Rematavam ainda; devido aos anos a que já usufruem da reforma, a maioria desses reformados de luxo, não descontou nem metade daquilo que já receberam, quanto mais aquilo que ainda irão receber.

 

3º-Poderá o Governo, ou os que  estão na mira de vir a auferir semelhantes regalias, dizer que isso representa uma infima parte do PIB ou do orçamento geral do Estado. Mas, do mesmo modo que o corte no vencimento dos ministros e quejandos representaria uma aval  no pedido de sacrificio aos Portuigueses também esta medida seria uma moralização do sistema vergonhoso de reformas que temos.

 

4ºDisseram também que o Governo deveria pedir sacrificios aos grandes grupos económicos pois são eles que detêm o poder económico, e, na maioria, se são grandes é, à custa de quem produz e lhes compra os produtos. Justo seria, que numa acção patriótica pagassem a crise, ou pelo menos ajudassem a pagar. Argumentaram ainda que o enorme volume de facturação dos grupos como a Sonae, Gerónimo Martins etç não são compativeis com os miseros impostos que pagam, se é que pagam impostos.

 

Tive que levantar-me e ir ao trabalho, mas eles lá ficaram a discutir as medidas com que moralizariam a econopmia do País. Tive pena de não poder continuar, e até quem sabe, meter-me na conversa para lhes lembrar as empresas do sector empresarial do Estado que são autênticos sorvedouros dos dinheiros de todos nós. Vêja-se por exemplo a TAP, RTP,  REFER, CP e tantas outras que apesar dos milhões de milhões que anualmente dão de prejuízo, continuam com prateleiras douradas onde pontificam papagaios da política pagos a peso de ouro sem nada para fazer e a receber chorudos prémios de produção. Que produzem eles? Prejuízo somente.

 

Confesso que gostaria, que um político com responsabilidades Governamentais os tivesse escutado; talvez aprendesse algo.

 

 

 

 

 

 

publicado por etario às 00:02
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Terça-feira, 23 de Março de 2010

à bolina

Desde que começaram os tristes episódios das escutas telefónicas que o processo de degradação do nosso País tem acelerado a todos os níveis, com destaque para os sectores da justiça e da economia.

Se no primeiro a hipótese de melhoria é equacionável a médio prazo, já na segunda, mesmo o longo prazo se me afigura de dificil equação.

 

Para o primeiro caso (crise na justiça) bastará uma reformulação do Código Penal e Processual Penal mais a boa vontade dos agentes que intervêm a esse nivel, ou seja, forças da ordem, advogados, juizes e demais intervenientes no processo

Com a manutenção do actual sistema Penal, os criminosos sentem que a impunidade compensa, e os cidadãos clamam  a sua impotência ante uma criminalidade que cada vez mais lhes retira a segurança.

 

As instituições Europeias no seu afã de tudo controlar, criam leis supra nacionais que fazem dos Governos dos Estados Membros autênticos fantoches ou figurantes de mera presença na legislação de  algumas matérias de importância capital para a defesa dos Países Membros.

 

Exemplo claro do que se disse, é a falta de controlo das fronteiras que tem permitido a entrada, permanência e desenvolvimento das redes criminosas supra nacionais.

 

Portugal não é mais um País de brandos costumes. Não por culpa dos Portuguêses em geral, mas sim, por culpa da facilidade com que criminosos oriundos dos mais diversos países circulam e desenvolvem a sua actividade criminosa violenta no nosso País.

 

Depois, a benevolência das leis penais Portuguesas e o garantismo da lei Processual Penal fazem com que esses criminosos se sintam em completo estado de impunidade.

 

O legislador Penal não pode continuar a abstrair-se da realidade quotidiana e, considerar que todos os agentes da prática do facto danoso são individuos que agem sem consciência da moldura penal que cabe ao facto por eles praticado. Puro engano! Salvo raras excepções, o agente da prática do facto danoso sabe qual é a moldura penal que cabe ao facto ilicito que vai cometer e, a possibilidade que tem de não sofrer prisão preventiva, ou a imposição  qualquer pena, e por via disso,  poder continuar a delinquir.

 

Felicita-se a Meritissima Juiza do Porto que puniu exemplarmente a quadrilha  que assaltava moradias e fazia reféns os seus moradores. Pelo menos, fica-nos a sensação de que alguém tem um sentimento de justiça na protecção dos valores  jurídicos dos cidadãos cumpridores da lei, e dos agentes das forças policiais, que não raras vezes arriscam a vida para prender e levar à justiça esses delinquentes.

 

Sem justiça, segurança das pessoas e bens, não há investimento. Sem investimento não se cria riqueza, e, onde não há riqueza não se pode distribuir. Esta é uma verdade que toda a gente conhece, mas que os politicos não têm tido a coragem de implementar.

 

Acabe-se de vez com o politicamente correcto e desça-se à terra; diga-se ao povo que é preciso que cada um faça o seu trabalho bem feito, dando os políticos o exemplo.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por etario às 22:51
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