Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

legislativas

Tenho ouvido com a maior atenção as propostas políticas dos lideres dos diversos partidos com pretensão à eleição de deputados à Assembleia da República.

E, verifico que, quanto menos hipóteses (de acordo com as estatísticas) têm  de ser  Governo mais agressivos e demagógicos se tornam os discursos dos seus líderes, chegando alguns ao desplante de, com a sua argumentação pretenderem passar um atestado de burro a quem vai tendo a paciência de os escutar.

O caricato da questão é que, mesmo os líderes de partidos  "tanto à esquerda como à direita", que poderão eventualmente vir a formar coligação com o Partido vencedor têm um comportamento idêntico, ou seja, apresentam propostas que se sabe à partida que não são , prática,  técnica ou legalmente exequíveis. Isto é mentir descaradamente ao Povo.

Se, o Povo fosse nestas laudas e lhes desse uma possibilidade de Governar, estou em crer que os ditos líderes fugiriam a sete pés, pois isso, ía para além daquilo que pretendem, ou seja, um tacho dos grandes.

Depois queixam-se que a grande vencedora é a abstenção.........

publicado por etario às 00:51
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Domingo, 13 de Setembro de 2009

ARTISTAS/ARTISTAS

Confesso que fui a Alpiarça (à feira anual denominada "Alpiagra") levado pela curiosidade. Esta prendia-se com o facto de ver actuar o popular cantor Quim Barreiros, já que, a feira mais não foi que um repositório de situações e iniciativas idênticas às dos anos anteriores e, goste-se ou não, é a única que ainda vai falando de agricultura aos agricultores, muito embora cada vez menos, e isso é preocupante

Mas,  voltando ao motivo da minha curiosidade (a actuação de Quim Barreiros) devo confessar que não saiu defraudada pois para além de uma actuação brilhante permitiu-me concluir que há Artistas e artistas, ou Cantores e cantores.  

 

Era inevitável a comparação da popularidade e dotes artísticos de Quim Barreiros com a de Tony Carreira. Este, havia actuado na semana anterior em Almeirim, e como esperado, perante uma multidão, mas o espectáculo cheirava a falso, quer dizer, o espectáculo não era Tony Carreira, era toda uma parafernália de luzes e efeitos visuais que esbateram por completo a figura do pretenso artista. Ficou ainda a sensação, de que não fora esses efeitos visuais o espectáculo simplesmente não existiria dada a figura apagada de Tony Carreira que não conseguiu em momento algum agarrar a multidão que ao longo dos meses tem sido arregimentada por uma campanha de Markting orquestrada por uma  grande superfície.

 

Ao invés, Quim Barreiros aparecia anunciado para actuar na Alpiagra  numa noite de  quarta feira e, a publicidade dada ao evento era somente a constante do catálogo da feira. Foi com surpresa que verifiquei que o popular cantor (prefiro chamar-lhe cantador), actuou para uma multidão talvez inferior à que assistiu à actuação de Tony Carreira em Almeirim, mas dadas as diferenças promocionais, (ou seja, não houve campanha promocional) poderá seguramente dizer-se que foi proporcionalmente maior.

Com Quim Barreiros, o espectáculo não foram as luzes nem os efeitos visuais; o espectáculo foi ele e três excelentes músicos que o acompanham. Quim Barreiros agarrou a assistência "especialmente a mais jovem, que era a maioria" e com a sua brejeirice genuina pôs todos a cantar e a dançar.

 

Terminado o espectáculo, fácil foi chegar à conclusão que durante muitos e longos anos ainda nos deliciaremos a cantar as canções populares de Quim Barreiros, enquanto que, no tocante a Tony Carreira, logo que se extinga o efeito Markting jamais nos lembraremos de qualquer canção ou música do seu reportório.

 

Do que não nos esqueceremos é do muito dinheiro pago pela Câmara Municipal de Almeirim "pelouro da cultura" (que é como quem diz, "o dinheiro dos nossos impostos") ao pretenso  fenómeno criado e mantido por uma campanha de Markting.

 

publicado por etario às 23:09
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

DINAMARCA/PORTUGAL

Na observância do respeito pelo rigor da informação, a maioria dos jornalistas  que opinam e divulgam as suas opiniões , têm por base a competência técnica e o conhecimento específico das matérias sobre que escrevem.

Infelizmente, outros há, que fazendo tábua rasa dessa permiça se limitam a opinar e a escrever aquilo que entendem e pretendem ver tomado como facto consumado.

Da pena de vários e bons jornalistas desportivos saem artigos de opinião que são um primor de análise e isenção sobre os temas focados, mas uma minoria teima em impingir aos leitores  a sua opinião distorcida e tendenciosa,  ora elevando o que não deve nem justifica ser elevado, ora ofuscando o que deveria ser realçado pelas suas qualidades intrínsecas e naturais.

A constatação de tais factos, levou a que cada vez mais leitores se tenham afastado da leitura de tais artigos, e até, de determinados jornais.

 

Se à selecção de determinados desportistas para a representação de um País chamamos "selecção nacional", que legitimidade assiste aos responsáveis dessa selecção para incluir nesses seleccionados indivíduos que não são intrinsecamente nacionais? É que, um passaporte emitido por determinado País a favor de determinado cidadão estrangeiro, não faz dele um cidadão intrínseco desse País . A uma selecção desportiva formada por atletas oriundos de Países diversos, jamais poderá ser chamada de Nacional, quando muito será uma selecção mista, formada por atletas de Países distintos.

A selecção que ontem jogou futebol na Dinamarca, independentemente do resultado alcançado, é pois uma selecção mista, e não poderá ser apelidada de Selecção Nacional Portuguesa.

 

Este, e outros assuntos de capital importância para o desporto Nacional deveriam ser objecto de  séria discussão, já que envolve o nome de um País e a movimentação de verbas que ofendem a dignidade de quem trabalhou, trabalha e paga impostos que sustentam a feira de vaidades e o ego dos seus mais que eternos dirigentes.

 

Veja-se os ordenados milionários pagos a técnicos e dirigentes sem a correspondente cota de responsabilidade pela não obtenção dos objectivos propostos.

 

Sobre este e outros assuntos de igual pertinência, urge que escreva com isenção um especialista na matéria.

 

Nota: aos atletas oriundos de Países diversos não se pode exigir que sintam a emoção e a motivação suplementar decorrentes do entoar do HINO NACIONAL.

publicado por etario às 11:54
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Sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

LIBERDEADE DE IMPRENSA

A propósito do tão falado silenciamento do tele jornal das 6ªs da TVI, não resisto à tentação de, com a devida vénia, citar o ilustre professor Meneses Leitão no seu blog "lei e ordem" (1); diz o conhecido catedrático: As pessoas deveriam compreender que a liberdade de imprensa não significa permitir que seja publicado aquilo de que gostamos, mas precisamente tolerar que os outros publiquem aquilo de que não gostamos. Se houver abusos dessa liberdade, é aos tribunais que compete sancioná-los, não sendo aceitável a censura prévia e muito menos o silenciamento de programas críticos. Na verdade, basta de "informação homogeneizada" em Portugal.

 

Está correcto o comentário do ilustre Professor de Direito, já que assenta no princípio da liberdade de expressão, direito que está constitucionalmente consagrado. Contudo, na humildade do meu conhecimento permito-me estar em desacordo com parte do conteúdo do comentário onde refere que: se houver abusos dessa liberdade é aos tribunais que compete sancioná-los(sic). 

 

O meu desacordo sustenta-se no facto de esses abusos de liberdade de expressão serem veiculados por meios de comunicação que têm penetração massiva  junto do público em geral e, sendo abuso de liberdade de expressão, não raras vezes veiculam insinuações sem suporte de substância, legal ou factual. Claro que, em sede própria, "os tribunais," os visados poderão sempre exigir a reparação dos danos provocados, mas há danos que jamais têm reparação, e os que a têm, é na maioria das vezes ineficaz, insuficiente e tardia.

 

Veja-se como exemplo a calúnia e a insinuação urdidas por profissionais das ditas, que com falta de sentido  ético as propalam com a finalidade única do prejuizo ao visado ou visados. Nestes casos, quando chega a reposição da verdade, o efeito nefasto pretendido já atingiu o seu objectivo, e a reparação, quase sempre, não tem junto do público alvo da notícia o mesmo impacto.

 

No caso concreto da suspensão do tele jornal das 6ªs na TVI, perdoem-me a presunção, mas creio que não devemos ser juizes em causa própria.

 

(1) blog lei e ordem- publicado pelo Professor Catedrático Luis M de Meneses Leitão no dia 04/09/09 "google"

publicado por etario às 17:34
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