Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

INCÊNDIOS

Desenrola-se aos nossos olhos uma verdadeira tragédia nacional;  pelo hábito e frequência com que vemos estas imagens nos noticiários televisivos, quase nem ligamos à terrível realidade.

Contudo, os efeitos económicos, ecológicos, paisagisticos e sobretudo psiquicos, de quem directamente sente as agruras deste flagêlo, não são mensuraveis. Nem o esforço extraordinário, sobre-humano desses igualmente extraordinários bombeiros, tem paralelo. É sacrifício excessivo.

 

Apetece usar linguagem mais desbragada e dizer: poorrrra! Chega , basta de incêndios. Igualmente apetece dizer: acabe-se com os negócios em volta dos incêndios e condene-se  exemplarmente os que os provocam, dando a esssas condenações o mesmo aparato mediático que é dado "e bem" aos incêndios.

 

Analise-se os milhões de euros (para além de outras) que por negligência, comissão e omissão os incêndios destroem de Norte a Sul do País.

Não estamos em condições de esbanjar!

 

As pessoas que têm hoje cerca de sessenta anos, lembram-se de tempos não muito distantes em que a mancha florestal Portuguesa era muito maior e não havia tantos incêndios. E quando os havia, os bombeiros mesmo mal apetrechados resolviam o problema, pois que a mata estava limpa de resquícios florestais para não permitir ou atrasar o fogo. Claro que nesses tempos os incêndios eram consequência de causas naturais (trovoadas por exemplo) e, raramente por negligência. Mais raramente ainda, os havia de origem criminosa, já que, para este criminosos havia mão pesada e célere.

 

Havia respeito pela propriedade pública e privada, e políticas de conservação e prevenção de fogos florestais materializada na limpeza obrigatória das matas.

Hoje, o que se vê é desleixo e falta de respeito por esses valores, mas, ao invés, veja-se a pompa com que os políticos arrotam milhões para combater os fogos, considerando até uma época dos fogos. Correcto seria a existência de uma época de prevenção dos fogos! O melhor investimento seria a prevenção dos fogos, e os responsáveis sabem exactamente o que fazer para tal. Os autarcas e os comandantes de bombeiros das áreas florestais certamente que de boa vontade dariam uma ajuda na implementação dessas políticas de prevenção e, com certeza, que essas políticas seriam muito menos dispendiosas financeiramente, bem como a todos os níveis, mormente humanos.

E não se pense que não existe mão de obra para proceder a essa limpeza das matas; as cadeias portuguesas estão repletas de reclusos ansiosos para trabalhar.

 

A vida humana não tem preço e, já se perderam algumas por causa dos incêndios.

 

Mais fogos não!

publicado por etario às 23:52
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