Sábado, 10 de Setembro de 2011

REFLEXÃO

Era bom, que de uma vez por todas, os que podem decidir pela continuidade ou fragmentação da União Europeia se decidissem sobre qual das hipóteses  pretendem dar continuidade.

Na verdade, o actual paradigma seguido na governança da União Europeia é um claro "NIM". Quer dizer, nem é um claro "não" à contunuidade da União Europeia nos actuais moldes, nem um rotundo "sim". Entretanto, os Países periféricos vão sofrendo as agruras impostas por políticas consertadas dos membros dominantes, capitaneados pela França e pela Alemanha.

 

Claro que não se pode premiar com o perdão da dívida, a irresponsabilidade com que alguns Governos geriram as suas contas públicas; é igualmente claro, que  o esbanjamento de recursos com a protecção política de filhos e afilhados não pode ser aligeirada e endossada a outros a sua sustentabilidade  ou manutenção.

Mas, a debilidade económica destes párias periféricos (leia-se Portugal Irlanda e Grécia) não advém somente dessa falta de rigor na gestão da rés pública. A debilidade económica resulta igualmente das políticas de natureza económica, consertadas ao mais alto nível na União Europeia; veja-se só a titulo de exemplo, no caso de Portugal, o que representou a extinção da frota pesqueira Portuguesa; então um País que tem a maior extenção marítima da União, consente no desmantelamento da sua frota pesqueira? E a sentença de morte decretada à agricultura Portuguesa pagando para que não se produzisse? E os acordos comerciais à escala global, levando a que economias que, apesar de tudo ainda produziam, fossem aniquiladas por importações produzidas em Países onde inexistem as responsabilidades sociais e ambientais.  Isto, é somente uma pequena fatia do imenso bolo que representa a desgraça da economia destes Países periféricos, para cuja concretização contribuiu a ignorância, conivência ou conluio dos representantes destes Países nas negociações dos acordos. Só por mera hipótese académica poderá ser dada  a estes representantes, o benefício de terem votado em minoria nestas negociações.

 

Mais claro se torna, as vantagens conseguidas pelas multinacionais dos Países que comandam esta União Europeia, nos resultados advientes destes acordos Globais.

 

Estes párias são agora, ainda mais vassalos dos senhores da cúpula que, escudados numa política económica usurária de empréstimos,  sugam até ao tutano os magros recursos dos moribundos.

 

Se pretendem que a União Europeia subsista nos actuais moldes, seria bom que em vez de aniquilar os devedores com juros usurários e prazos curtos de solvência das dividas, lhes fossem dadas as possibilidades de pagamento em prazo mais dilatado e a juros mais baixos ou inexistentes, mas, nos casos extremos acompanhados de vigilância externa (exemplo: Troika)para que se cumprissem os planos de pagamento. Um País que pretende saldar as suas dívidas não pode ser atrofiado com prazos de pagamento que sirvam de travão à sua economia. Uma economia débil não gera receitas, e sem receitas não há impostos.

 

Mas, se pretendem escorraçar do Euro os párias, então seria bom que decidissem já, pois que apesar do choque ser violento, a nós Portugueses, ainda nos sobraria alguma margem de manobra para podermos voltar a ter "Pescas, Agricultura, Indústria e um mercado que por inerência nos está destinado, ÁFRICA LUSÓFONA.

Ah, e já agora, nãio tenham pena de Nós; é que somos bons em massa cinzenta, só não temos sabido é escolher governantes e políticos. 

publicado por etario às 18:31
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