Domingo, 24 de Julho de 2011

Santo Agostinho

Santo Agostinho (1) foi muito sábio e muito Santo. E nem na sua imensa sabedoria e Santidade conveceu os Judeus  de que o tempo só a Deus pertence, sendo por vias dessa pertença de Deus, imoral a cobrança de juros com base na decorrência do tempo.

 

Os judeus da época sempre fizeram orelhas surdas aos apelos de Santo Agostinho e, os detentores da coroa, Reis, Papas, Fidalgos e quejandos de largas posses patrimoniais lá continuaram a pagar juros de usura sempre que recorriam aos capitais dos Judeus para financiar os seus exércitos e festins da corte.

 

É consabido que esses empréstimos e juros eram posteriormente pagos à custa de esbulhos ao Povo materializados por saques (a que se começou a chamar impostos) e parcearias de usura impostas aos servos da gleba.

 

Entretanto a riqueza dos Judeus subia na proporcionalidade do empobrecimento das  Coroas Reais, e da própria Igreja, cuja influência sobre as Nações era  soberana. Isto, claro, antes dos sismas.

 

Como é igualmente consabido, esta riqueza dos Judeus tornou proporções tais, que na maioria das vezes excedia largamente a das Coroas que, cada vez mais empobrecidas pelos faustos e desperdícios das Cortes reinantes,  encontraram maneira de expoliar e perseguir os Judeus com a finalidade de lhes confiscar as fortunas, cujo zénite, foi atingido pela Inquisição.

 

Toda esta ( "a Inquisição") perseguição religiosa aos Judeus, instigada pelo Papa de Roma, terminava com a condenação destes à morte na fogueira , ou seja, eram queimados vivos na praça pública. Na verdade o verdadeiro crime dos Judeus, "segundo a pensamento da época " era a sua enorme e incontida avareza e a não obediência ao Cristianismo segundo a filosofia católica de Roma.

 

Na peninsula de que fazemos parte, a Inquisição foi mais feroz em Espanha nos reinados dos Reis Católicos  Isabel e Fernando , mas por cá, também tivemos os nossos Tribunais do Santo Ofício (tribunais especialmente criados para julgar a heresia) cujas sentenças eram por norma condenatórias dos acusados à fogueira.

 

O que se acaba de escrever não tem rigor histórico, nem essa é a preocupação do modesto escriba destas linhas, pois que, o conteúdo destas pode ser facilmente aprofundado em qualquer manual de história da época em questão, ou seja, a idade média, mormente a partir dos séculos XIII e XIV  especialmente no reinado dos Reis Católicos em Espanha e, nas razões das escaramuças destes, com D.João II de Portugal.

 

Este introito histórico tem sómente a finalidade de estabelecer uma comparação com a prática dos Judeus na Idade Média, e a prática do F.M.I. e das restantes instituições financeiras para com as Nações que, por incúria dos seus Governantes ou por condições que lhes sejam criadas ou impostas por via externa, têm a desdita de recorrer aos empréstimos destes Judeus dos tempos modernos.

 

Os juros continuam a ser usurários, e a pressão exercida sobre estes párias económicos pode levar à revolta das suas gentes que, sem qualquer culpa, (tal como a não tinham os servos da gleba) vai ter de pagar o esbulho efectuado por estes vampiros.

 

 Felizmente não existem as piras na praça pública, mas continua a haver a inquisição, só que desta vez, funcionando em sentido contrário.

 

Hoje, os inquisidores são as agências de rating, que de moto próprio, sumariamente julgam as economias que querem abocanhar, reduzindo a fanicos os seus activos de mais valia, para poderem adquiri-los por troca do valor da dívida, cujo saldo já foi sobejamente resgatado pelos juros pagos com usura.

 

Os Judeus do momento são os Bancos que operam à escala global conluiados nessa organização usurária "o F.M.I." que, pela economia domina o mundo, tal como o fizeram os Judeus da idade média.  E, os proprietários destes bancos, quem serão?

 

(1)Santo Agostinho, foi uma figura controversa no universo filosófico da sua época, vivendo entre  os séculos IV e V.

 

 

 

publicado por etario às 00:03
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