Domingo, 17 de Abril de 2011

FINANÇA

O desnorte é total!

As hostes da política dão sinais de nervosismo e, até os prepotentes sindicatos da CP/ Metro/TAP e quejandos, deixaram de massacrar os utentes destes serviços. Guardaram as armas no armeiro, ou seja, deixaram as greves e, começaram a perceber que o facto de ser trabalhador de uma empresa pública estrategicamente colocada não é legitimidade para usar e abusar dessa faculdade para estabelecer fossos salariais cada  vez maiores entre os trabalhadores destas empresas e a maioria dos outros que as sustentam com os seus impostos.

 

Afinal, apenas bastou a presença em Portugal dos "inquisidores" do FMI, para que a rapaziada que mama da teta pública percebesse que sem dinheiro não há vícios.

 

Mas, sejamos racionais e faça-se uma análise  das realidades Nacionais; por força de uma promiscuidade descarada entre a alta finança e a alta política, o País está deserto de valores éticos e morais na sua governança, mas não, na sua massa humana na generalidade. E até os que nada mais fazem do que reclamar por tudo e por nada estão na disposição de remar, mesmo contra a maré.

 

Em boa verdade, nessa análise racional, haverá que ter em consideração as realidades e não as aparências. Assim, a crer nas notícias difundidas pela comunicação social, a realidade da nossas finanças públicas é a de profunda dependência de ajuda externa. Que essa ajuda  é sinónimo de sacrifícios e estagnação da economia. Que tal ajuda  só se efectivará  mediante a imposição de medidas gravosas com reflexo na população

 

Mas será mesmo necessária a ajuda externa? Para que servem a alta finança nacional? Não será tempo, de ao menos por uma vez, devolverem os favores recebidos ao longo destes trinta  anos de pseudo democracia, materializando essa devolução através da sustação da pressão exercida pelas agências de rating de que fazem parte?

 

Não é dificil perceber que se ao invés de pressionar com juros altissimos os empréstimos feitos às economias que deles necessitam, se se impusessem exigências de execução orçamental como condição de efectivação desses empréstimos, as economias necessitadas teriam que enveredar por processos de contenção orçamental identicos aos que lhes são impostos por força da concessão de empréstimos a juros leoninos e, nesses casos, as suas dívidas externas jamais assumiriam valores  obscenos.

 

Não pretendendo branquear os políticos e os motivos que levaram Portugal ao caos económico, não se poderá honestamente, deixar de considerar que, para além dos factores internos (e esses poderiam e deveriam ter sido controlados) existiram factores externos que a seu belo prazer precipitaram o País para a situação de indigência internacional.

 

Refiro-me naturalmente à alta finança internacional (FMI) que montada no seu cavalo de batalha, a que dá o nome de "agências de rating", pressiona os Países, com juros ofensivos e  notações de solvabilidade que nem sempre correspondem à realidade. 

 

Não posso deixar de,  com a devida vénia, referir-me a um artigo publicado "in Diário de Noticias, de 14/04/2011, página 7," em que o sociólogo Robert Fishman , defende no New York Times que, "Portugal não precisava de resgate financeiro, foi empurrado pelas agências de rating".

 

Refere ainda Robert Fishman que "ao distorcerem as percepções do mercado sobre a estabilidade de Portugal, as agências de rating minaram a sua retoma económica e liberdade política.

 

Remata ainda Robert Fishman, que este ataque a Portugal deve servir de aviso a outras democracias, incluindo os EUA. E que, 2011 marque o inicio de uma onda de invasão nas democracias pelos mercados desregulados, sendo Espanha, Itália ou Bélgica as próximas vitimas.

 

Ainda assim, governantes que ao longo de trinta anos tiveram que recorrer por três vezes à ajuda externa para equilibrar as finanças públicas, não são dignos de continuar a fazer parte do elenco governativo de Portugal. Mais, se com mentiras tentaram encobrir uma realidade que a continuar terminaria com a declaração de banca rota, estes políticos deveriam ser julgados por gestão danosa da rés pública.

 

A promiscuidade entre a política e a alta finança é uma mistura de resultados nefastos que, a não ser sustida, poderá conduzir a convulsões sociais com resultados imprevisíveis.

 

Nota: O escrito supra não tem suporte de investigação, refectindo apenas a opinião do autor. 

publicado por etario às 22:58
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