Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

FINALMENTE

Costumo ler "in Correio da Manhã" os artigos do Dr. Manuel Catarino! Confesso que o faço não pelo teor dos assuntos abordados, mas sim pelo estilo da escrita que francamente me agrada. Mas, o de hoje, "inserto no costumado diário",  falava finalmente de um assunto a que já algumas vezes me referi ; mais concretamente no liberalismo económico sem controlo e sem comandos disciplinadores em que se transformou a distribuição em Portugal.

 

E esse liberalismo económico sem controlo permitiu e permite que os dois grupos económicos que lideram a distribuição em Portugal, "concretamente a Sonae e a Jerónimo Martins" através das suas lojas Continente e derivadas e, Pão de Açúcar e derivadas, respectivamente, tenham feito dos seus proprietários, dois dos homens mais ricos de Portugal. E, são ricos exactamente por isso. Quer dizer, enriqueceram à custa dos lucros leoninos das suas lojas (Manuel Catarino chama-lhes mercearias) que por sua vez os obtiveram à custa de alguém; é portanto um enriquecimento imoral. O enriquecimento destes tubarões não foi através de riqueza criada, mas sim à custa do empobrecimento de outrem, afirma Manuel Catarino no aludido artigo.

 

E, ainda segundo Manuel Catarino, esta riqueza é ofensiva já que é obtida por processos que esmagam e empobrecem os produtores Nacionais, mormente vendendo nas suas lojas maioritariamente produtos importados e, aos  provindos da produção Nacional são impostos preços e condições de aquisição verdadeiramente sufocantes levando à ruína dos produtores Nacionais, e naturalmente, à perda de postos de trabalho.

 

É preciso que se diga que por cada posto de trabalho temporário criado por estas Mecas do consumo dez  fixos são eliminados, e o País fica mais pobre social e economicamente, pois que, tem que suportar estes desempregados à custa dos impostos de quem trabalha.

 

Por isso, estes senhores rejubilam com as liberalidades  que lhes permite estabelecer os horários de funcionamento à la carte e estar com as suas lojas abertas aos Domingos e feriados forçando as suas trabalhadoras e trabalhadores a fins de semana sem convívio das suas famílias, mormente dos seus filhos em idade escolar.

 

 

A gula destes vampiros dos tempos modernos é insaciável, e nunca como agora, o refrão de "Zeca Afonso" foi tão adequado às circunstâncias; recordam-se? eles comem tudo - eles comem tudo - eles comem tudo  e não deixam nada....

 

 

publicado por etario às 23:17
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

LOUCURAS

Será que está tudo louco? Apesar de já gasta, a frase, nunca como agora teve sentido mais demonstrativo da realidade dos factos.

 

Na verdade, o quotidiano da "aldeia" (agora ao mundo chama-se aldeia global) é atacado por  actos demenciais que, num passado recente qualquer ser pensante se recusaria a admitir.

 

A velocidade nanésica das transmissões permitem que à escala global tudo se saiba no exacto momento em que acontece e, a banalização de tantas desgraças torna desumanas as pessoas que, no fundo, são o alvo de tanta mediatização.

 

A  Internet que,  para os que a ela têm acesso permite seleccionar "à la carte" os conteúdos de informação, não foge à regra e bombardeia com lixo informativo do mesmo género e tipo daquele que nos é fornecido via TV.

 

Estes gigantes da comunicação "à escala global" e regional, apenas pretendem aumentar as suas percentagens de audiências , o que, lhes permitirá aumentar os lucros resultantes da  publicidade e, para isso vale tudo, ou quase.

 

A desumanização de conteúdos, as horas impróprias a que são emitidos, "permitindo o acesso a todas as faixas etárias" está a conduzir o mundo ao colapso moral social .

 

Será normal uma criança de treze anos atacar a mãe com uma faca, levando-a a ficar hospitalizada, só porque esta o proibiu de continuar a usar a "play station" devido aos maus resultados  da escola motivados pelo excessivo uso desta? A massificação desta notícia não levará outra ou outras crianças a, pelos mesmos ou outros motivos a agir de igual modo?

 

Será normal que dois jovens tentem vender (morto ou vivo) um sobrinho ainda criança, para que lhe sejam retirados órgãos? Variando o preço em função de vivo ou morto?

 

Será normal que por dá cá aquela palha se saque de uma arma de fogo e se abata um semelhante como se de uma peça de caça se tratasse?

 

Estas e outras notícias são passadas sem o mínimo respeito pela hora e destinatários com tanta ênfase e frequência que transformam em heróis os autores de tão nefastos actos.

 

Os redactores das agências noticiosas não estão preocupados com os efeitos nefastos que causa num candidato a predador sexual a notícia de que o violador A ou B , violou duas dezenas de vítimas das quais matou cinco. Esta é uma notícia de impacto social, e como tal, será passada até à exaustão com imagens do monstro e comentários de familiares e vizinhos das  vitimas. Esta mediatização dos acontecimentos transformam o monstro em herói, quando visto pela retina opaca de outro potencial predador.

 

Jamais se esgotaria o tema da mediatização orientada exclusivamente no sentido do lucro, versus, efeitos nefastos causados na sociedade contemporânea, mas, como em tudo, no meio está a virtude. E, se as sociedades vindouras não fizerem uma inversão destes valores, então a pergunta feita no inicio desta croniqueta não se justificará, pois que, já estaremos todos loucos.

 

 

 

 

publicado por etario às 19:52
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Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

CONFIRMADO

Se dúvidas houvesse, as ditas foram esclarecidas. Os resultados eleitorais para a Presidência da Republica demonstraram claramente que existe uma força política em rápida ascensão, que se chama, "CIDADANIA".

 

Atentos os resultados eleitorais a nível Nacional, importa realçar a expressiva votação nos dois candidatos que concorreram sem apoio de qualquer partido ou força política coligada. Assim, o Dr. Fernando Nobre e o Snr. J.M. Coelho obtiveram uma votação que, se somada aos votos em branco, expressam uma rejeição pelos candidatos apoiados pelos partidos políticos e, reflexamente, por estes mesmos partidos, mormente o partido do poder. Mesmo a expressiva vitória do Prof Cavaco Silva não pode servir de colagem aos partidos que desde o primeiro  momento o apoiaram, pois que, foi a personalidade do candidato que levou  à obtenção dos votos e não o seguidismo partidário, salvo, claro está, as excepções.

 

Pelo que se viu, é bem provável que a vitória do Prof Cavaco Silva fosse ainda mais expressiva sem a colagem partidária, apesar de, este sempre ter afirmado que a sua candidatura era supra partidária.

 

Mas voltemos à expressiva votação nos candidatos que a "solo" se submeteram ao sufrágio ; esta votação é fruto do mérito dos candidatos, mas a meu ver, e no respeito por opinião diversa, é igualmente fruto do demérito dos políticos que desde o 25 de Abril têm agido como se a Democracia fosse palavra morta e o País uma quinta que lhes pertencesse. Quer dizer, os partidos que se têm alternado no poder usando e abusando da falta de cultura política do Povo, (já que lhes continuaram a dar o voto) têm transformado a nobre e sublime função de governar em actos de mera divisão de benesses pessoais, olvidando que a  rés pública deve ser gerida com rigor e transparência.

 

A cidadania é uma força política a ter em conta em próximas eleições; os Partidos esgotaram a paciência e o capital de confiança que os eleitores lhes dispensaram e, se da parte destes não houver uma inversão de valores com propostas de execução governativa sérias, o futuro será uma derrapagem bem perigosa para a democracia em Portugal .

 

A outra força vencedora foi a abstenção que deve ser chamada pelo nome próprio, ou seja, desmotivação , desinteresse. E, por muito que estrebuchem os partidos políticos, os que se abstêm não fazem parte das suas fileiras.

 

Pessoalmente não concordo com a abstenção na hora de votar, pois que, tal revela uma falta de sentido cívico, e o deixar aos outros a decisão de assuntos que a todos interessa. Se com a abstenção se pretende demonstrar que nenhum candidato ao cargo ou cargos merece o benefício da dúvida expressa através do voto, então que se vote em branco, já que, este é o modo de demonstrar aos candidatos e aos partidos que os apoiam que nenhum tem perfil para o cargo.

 

Eleito com uma votação maioritária representativa de metade dos Portugueses votantes, o candidato vencedor também não se sentirá confortável nessa maioria. Apesar disso, merece os votos de parabéns e os desejos de uma Magistratura feita de rigor na defesa dos superiores interesses do País.

 

 

 

publicado por etario às 22:38
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