Sábado, 24 de Abril de 2010

MODERAÇÃO

As reações e declarações do Dr. Ricardo Sá Fernandes acerca da sentença do Tribunal da Relação de Lisboa, no correlacionado com o caso Domingos Névoa/ Braga Parques, não podem deixar de causar perplexidade.

 

O Dr Ricardo Sá Fernandes,   deveria ter algum cuidado nas afirmações que produz em sede de Direito, pois como Advogado sabe que as decisões dos Tribunais nem sempre vão ao encontro daquilo que consideramos justo, por isso, existem as formas de apelação para os Tribunais Superiores, onde os Advogados, na defesa dos direitos , interpõem junto dessas instâncias, recursos com a motivação e demonstração das normas violadas pela Sentença do  Tribunal de que se recorre.

 

Um Advogado, quando publicamente  fala de Direito, não se pode considerar um cidadão comum, devendo em tais circunstâncias, ponderar as suas palavras nesse ambito, pois o eco delas, tem muito mais amplitude do que se proferidas por um cidadão que desconheça o direito nas suas componentes formal e material.

 

Uma coisa  é a crítica exercida por um leigo no correlacionado com qualquer matéria, a outra é, essa crítica ser exercida por alguém com responsabilidade  na área criticada. E, neste caso, em minha opinião, o Dr Ricardo Sá Fernandes prestaria ao País, e a si próprio um favor se ficasse calado.

 

Gravosas são igualmente as palavras proferidas pelo Snr Bastonário da Ordem dos Advogados, quando afirma que, com a crítica feita pelo representante do sindicato dos Juízes às afirmações de Ricardo Sá Fernandes, se pretende impor a lei da rolha aos Advogados, e que isso é, inadmissivel num Estado de Direito.

 

Igualmente o Snr Bastonário, deveria ter ficado calado, já que, sabe ter o Dr Sá Fernandes violado os deveres de ética, pondo públicamente  em causa a justiça de um Estado de Direito, só porque a decisão do Tribunal da Relação não esteve de acordo com os seus desejos.

 

 É notório que, neste caso, como noutros, a necessidade de protagonismo de um e de outro na TV, falou mais alto.

 

publicado por etario às 01:25
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Burrice

Nunca é demais clamar que não gravito na órbitra de qualquer partido, ou político. Contudo, permito-me, ou tenho-me permitido, fazer as minhas reflexões acerca das intervenções de aguns políticos da nossa praça, ora atacando-os, ou defendo-os por aquilo que em meu entender, merecem ser atacados, ou defendidos.

 

Claro que o faço tendo a certesa de que os meus reparos ou aplausos têm o mesmo efeito de um grito de socorro em pleno deserto, mas, fico mais aliviado descarregando nas teclas do pobre computador a minha adrenalina. Adrenalina que, hoje está ao máximo, já que constatei que não passo de um burro "sem ofensa para o dito animal". Sou tão burro, que não consigo entender as simples palavras que em bom Português os políticos proferem, delas não retirando por isso, o verdadeiro sentido que encerram.

 

Glória a alguns iluminados jornalistas Portugueses, que conseguem entender nas palavras dos políticos, e não só, coisas que um burro como eu jamais conseguiria entender.

 

Vejamos um pequeno exemplo: O recentemente eleito presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, ( a partir de agora PPC) é um político que tem o dom da palavra e expressa-se em Português fluente, não se notando no seu discurso frases sincopadas, ou afectadas por aféreses, ou apócopes,. Quer dizer, é um discurso que não deixa dúvidas! Isso pensava eu, até ler o artigo de opinião do jornalista Manuel Catarino, publicado "in Correio da Manhã de hoje".

 

Ora no discurso de PPC, sempre deduzi das suas palavras, que uma das medidas  políticas futuras do PSD, quando for Governo, seria a retirada do Governo da economia nacional, através da não intervenção do Estado (leia-se alienação das empresas públicas ou de capitais maioritáriamente públicos) na econimia do País, pois que, como todo o País sabe, as empresas do Estado e as de capitais maioritariamente público, são, quase sem excepção, sorvedouros de dinheiro de todos nós, e, covis onde se banqueteiam os lobos que saem dós Governos que, deixam de o ser.

 

Qualquer Português pagante de impostos aplaude esta e outras medidas que tenham por finalidade acabar com o autêntico esbulho que representam essas prateleiras douradas (leia-se mais uma vez empresas públicas e de capitais maioritariamente públicos)onde têm sido e, são colocados, os políticos do Governo que depois, deixa de sê-lo.

 

Isto extaía eu das palavras de PPC, e aplaudia a intenção, muito embora soubesse que PPC estava a bulir com interesses instalados que lhe iriam mover guerra sem quartel.

 

Pois bem, onde a minha burrice via esta e outras intenções nas palavras de PPC, o ilustre iluminado jornalista do Correio da Manhã, extrai e publica que, PPC não passa de neo liberal que detesta a intromissão do Estado na fiscalização da actividade das empresas e na economia.

 

Cuidado PPC, o Senhor ainda não é primeiro Ministro e já sofre ataques soeses de iluminados que por deterem o poder de comunicar com milhões de incautos, usam e abusam desse direito para, a seu belo prazer, ou por encomenda, denegrir ou dourar falsamente a imagem de outrém. A história recente está repleta de exemplos.

 

Ou então, eu sou burro. E na verdade sou, já que não sou jornalista. 

publicado por etario às 22:41
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Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

CORRUPÇÃO

Como é bom de quando em vez fazer uma viagem ao passado; sem querer, ao vasculhar numas gavetas de móveis antigos deparei com um exemplar do jornal "O ALMEIRINENSE"  que foi publicado em 15/5/1967.

 

Era, por conseguinte um jornal do tempo do faxismo. Não resisti à tentação de o ler, especialmente um artigo de opinião intitulado "SÃO OS HOMENS QUE FAZEM A HISTÓRIA" do qual, com a devida vénia. transcrevo o seguinte:

Para muita gente, a revolução Russa identifica-se como um advento do regime comunista. O que de facto aconteceu foi bem diferente.

Ainda que a Rússia Imperial seja muitas vezes apontada como um exemplo de flagrante primitivismo político, técnico e económico, a verdade é que a sua indústria, a sua agricultura e até a sua organização social eram tão avançadas como a de muitos países europeus do seu tempo, talvez mais, em certos casos. Mas o esgotamento resultante de duas guerras desastrosas e quase consecutivas (em que a Rússia sofreu mais de seis milhões de mortos) traduziu-se numa falta de confiança  nas classes dirigentes, justificada  pela inépcia, pelo orgulho, e sobretudo por essa lepra que corrói e mata as sociedades----- a corrupção----, de que essas classes, com excessiva frequência davam públicas provas.

Em todas as decadências os corruptores e corrompidos estão presentes, e a história diz-nos com verdade nua e crua que foram eles os coveiros das sociedadeds que morreram-- Sic. fim de citação. 

 

O artigo é bem mais extenso  era assinado por Francisco Costa. e relacionado com o cinquentenário da abdicação de Nicolau II da Rússia.

 

 

Como é bom de ver, já na época dos Czars  se reconhecia que a corrupção era um mal "doença" que minava as sociedades levando à morte, mais ou menos lenta, ou violenta.

A corrupção não escolhe regimes ou épocas; ela está presente em qualquer forma de governação ou de governo. Para erradicá-la, é preciso uma forte e sólida formação espiritual (não digo religiosa) e humanista dos governantes e governados. Um volteio mental, em que os valores primaciais sejam  o amor ao próximo e a abnegação, marginalizando as tentações do poder a qualquer preço e a subordinação e escravização do ser humano aos bens materiais superfluos.

 

 

 

Se das belas metáforas de Eça e de outros intelectuais da época, tantas vezes retiramos por analogia, imagens  da corrupção dos actuais  politicos, porque continuamos a deixar-nos enganar por essa cáfila de vampiros insaciáveis?

Porque não dizemos todos a uma só voz;BASTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAA. Porque contiinuamos credulamente a pensar que o próximo é o salvador da Pátria, quando afinal, verificamos que não passa de mais um .

 

De uma vez por todas, diga-se com frontalidade, que os valores humanistas desta sociedade estão num patamar que roça o irracional. Os putativos humanistas que enxameiam a nossa política, e naturalmente os Governos, são fruto de uma escola pseudo humanista desenraizada de valores Pátrios, que são ou deveriam ser, a razão primeira do  político servidor público.

 

Ao invés, o político actual não se considera um servidor Público, não entendendo, ou não querendo entender, que o serviço Público  é uma missão, um dever Pátrio que deve ser exercido com orgulho e isenção. Não, o político actual é um tecnocrata despido de valores humanistas e Patrióticos visando apenas a satisfação imediata a qualquer preço do seu apetite  por bens materiais, conseguidos se possivel, com caracter perpétuo.

 

Os que frequentaram a escola primária cujas aulas se iniciavam com o cantar em coro do HINO NACIONAL, onde a autoridade dos professores era respeitada e incontestada, passando de classe os que tinham aproveitamento e repetindo o ano os que o não tinham, não podem entender como é possivel que actualmente, se proponham e aprovem leis, em que os alunos não precisam de estudar patra passar o ano, e os professores são tidos por fantoches ou meras marionetas. A escola é o alicerce de uma sociedade. Se os alicerces são a ignorância, a falta de valores e a intolerância, então essa sociedade está doente e condenada.

 

São os actos políticos despidos de qualquer centelha de Patriotismo, humanismo e de vergonha, que dão azo a que energúmenos instalados no poder corrompam e sejam corrompidos, dando azo a que outros energumenos feitos jornalistas , fruto dessas escolas vanguardistas  (dantes chamavam-lhes revolucionárias) enxovalhem o  nome de instituições e de pessoas com acusações e julgamentos na praça pública sem o respeito pelo princípio da presunção de inocência, como um direito fundamental atinente a  todo e qualquer cidadão . .

 

Esperemos que os corruptos e os corruptores não levem o nosso Portugal a uma morte lenta ou violenta.

 

Portugal não merece isso.

publicado por etario às 00:16
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