Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

CORRUPÇÃO

Como é bom de quando em vez fazer uma viagem ao passado; sem querer, ao vasculhar numas gavetas de móveis antigos deparei com um exemplar do jornal "O ALMEIRINENSE"  que foi publicado em 15/5/1967.

 

Era, por conseguinte um jornal do tempo do faxismo. Não resisti à tentação de o ler, especialmente um artigo de opinião intitulado "SÃO OS HOMENS QUE FAZEM A HISTÓRIA" do qual, com a devida vénia. transcrevo o seguinte:

Para muita gente, a revolução Russa identifica-se como um advento do regime comunista. O que de facto aconteceu foi bem diferente.

Ainda que a Rússia Imperial seja muitas vezes apontada como um exemplo de flagrante primitivismo político, técnico e económico, a verdade é que a sua indústria, a sua agricultura e até a sua organização social eram tão avançadas como a de muitos países europeus do seu tempo, talvez mais, em certos casos. Mas o esgotamento resultante de duas guerras desastrosas e quase consecutivas (em que a Rússia sofreu mais de seis milhões de mortos) traduziu-se numa falta de confiança  nas classes dirigentes, justificada  pela inépcia, pelo orgulho, e sobretudo por essa lepra que corrói e mata as sociedades----- a corrupção----, de que essas classes, com excessiva frequência davam públicas provas.

Em todas as decadências os corruptores e corrompidos estão presentes, e a história diz-nos com verdade nua e crua que foram eles os coveiros das sociedadeds que morreram-- Sic. fim de citação. 

 

O artigo é bem mais extenso  era assinado por Francisco Costa. e relacionado com o cinquentenário da abdicação de Nicolau II da Rússia.

 

 

Como é bom de ver, já na época dos Czars  se reconhecia que a corrupção era um mal "doença" que minava as sociedades levando à morte, mais ou menos lenta, ou violenta.

A corrupção não escolhe regimes ou épocas; ela está presente em qualquer forma de governação ou de governo. Para erradicá-la, é preciso uma forte e sólida formação espiritual (não digo religiosa) e humanista dos governantes e governados. Um volteio mental, em que os valores primaciais sejam  o amor ao próximo e a abnegação, marginalizando as tentações do poder a qualquer preço e a subordinação e escravização do ser humano aos bens materiais superfluos.

 

 

 

Se das belas metáforas de Eça e de outros intelectuais da época, tantas vezes retiramos por analogia, imagens  da corrupção dos actuais  politicos, porque continuamos a deixar-nos enganar por essa cáfila de vampiros insaciáveis?

Porque não dizemos todos a uma só voz;BASTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAA. Porque contiinuamos credulamente a pensar que o próximo é o salvador da Pátria, quando afinal, verificamos que não passa de mais um .

 

De uma vez por todas, diga-se com frontalidade, que os valores humanistas desta sociedade estão num patamar que roça o irracional. Os putativos humanistas que enxameiam a nossa política, e naturalmente os Governos, são fruto de uma escola pseudo humanista desenraizada de valores Pátrios, que são ou deveriam ser, a razão primeira do  político servidor público.

 

Ao invés, o político actual não se considera um servidor Público, não entendendo, ou não querendo entender, que o serviço Público  é uma missão, um dever Pátrio que deve ser exercido com orgulho e isenção. Não, o político actual é um tecnocrata despido de valores humanistas e Patrióticos visando apenas a satisfação imediata a qualquer preço do seu apetite  por bens materiais, conseguidos se possivel, com caracter perpétuo.

 

Os que frequentaram a escola primária cujas aulas se iniciavam com o cantar em coro do HINO NACIONAL, onde a autoridade dos professores era respeitada e incontestada, passando de classe os que tinham aproveitamento e repetindo o ano os que o não tinham, não podem entender como é possivel que actualmente, se proponham e aprovem leis, em que os alunos não precisam de estudar patra passar o ano, e os professores são tidos por fantoches ou meras marionetas. A escola é o alicerce de uma sociedade. Se os alicerces são a ignorância, a falta de valores e a intolerância, então essa sociedade está doente e condenada.

 

São os actos políticos despidos de qualquer centelha de Patriotismo, humanismo e de vergonha, que dão azo a que energúmenos instalados no poder corrompam e sejam corrompidos, dando azo a que outros energumenos feitos jornalistas , fruto dessas escolas vanguardistas  (dantes chamavam-lhes revolucionárias) enxovalhem o  nome de instituições e de pessoas com acusações e julgamentos na praça pública sem o respeito pelo princípio da presunção de inocência, como um direito fundamental atinente a  todo e qualquer cidadão . .

 

Esperemos que os corruptos e os corruptores não levem o nosso Portugal a uma morte lenta ou violenta.

 

Portugal não merece isso.

publicado por etario às 00:16
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1 comentário:
De cbento a 15 de Abril de 2010 às 23:46
Quanto eloquente esta' hoje o meu amigo.
1-Ha' veradades filosoficas que perduram no tempo
2-Cada povo tem o que merece
3-As leis permitem, porque nao usa'-las?
4-Sei por experiencia vivida que a economia baixa e a corrupcao sobe.

Excelente trabalho, parabens.
cbento


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