Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010

O PODER OCULTO

Continua o regabofe das escutas; agora o tema central é a liberdade de imprensa, ou a tentativa de a controlar.

Diga-se em abono da verdade, que a coisa já enjoa. Então a imprensa não foi semprte controlada? Não existiu sempre algum interesse subjacente à publicação de qualquer notícia política por mais insignificante que possa parecer? Os partidos do Governo mantêm manietada e bem alimentada uma imprensa que publica e difunde o que a esses partidos e ao Govewrno interessa. Ao invés, a oposição mantém e controla com promessas futuras, uma outra imprensa que fareja tudo o que os políticos do Governo fazem ou dizem, difundindo e publicando, por vezes com algum artificio, as notícias mais comezinhas.

 

Sabido por todos que o poder real não é dos Governos mas da comunicação social, espanta o mais ingénuo dos cidadãos que o Primeiro Ministro Português não se tenha precavido contra esta "task force" e tenha declarado guerra a estes generais da comunicação.

 

A ser verdade o que publicam, não restaria a um homem de caracter outra alternativa que  o pedido de demissão. Nenhum Governo, por mais atacado que se veja, tem o direito de cercear um dos direitos mais queridos aos cidadãos ; a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.

Contudo, a imprensa dita honesta e isenta não pode ser confundida com alguma imprensa de bota abaixismo a qualquer preço. Esta, não só deveria ser controlada, como em caso de reincidência de má fé, banida. Aquela outra, honesta e isenta, deveria ser respeitada e aplaudida nas investigações honestas a que procedesse e pusesse a nú as misérias dos políticos que têm a pretensão de nos governar.

 

Mas, a imprensa sensacionalista que não respeita  a ética e tantas vezes a verdade, não admite que lhe retirem a possibilidade de vender as notícias que entende,  com a amplificação que achar adequada a uma mais valia de venda das mesmas. Nem que para tal, haja que malhar em quem seja boa fonte de vendas, fazendo tábua rasa da presunção de inocência que é igulamente um direito inquestionável de qualquer cidadão.

 

A autentica xicana em torno do caso das escutas telefónicas, já começa a  ter um sabor desagradável e bafiento.

 

È triste assistir ao massacre "pelos meios de comunicação social, especialmente algumas televisões" de Magistrados que deveriam merecer o maior respeito de todos os cidadãos, e que, segundo o seu modo de ver, juridicamente cumpriram o seu dever de serviço público.

As suas opções  (no caso das escutas) podem não ter ido ao encontro dessa comunicação social, mas, trata-se de figuras com conhecimentos jurídicos que não devem sequer ser postos em causa ou comparados com os conhecimentos da maioria dos experts que se atrevem a dar como certezas, as suas interpretações da questão.

 

Acresce ainda, os factores de ponderação que pesam na tomada de uma decisão desta natureza, nomeadamente o momento e oportunidade de serem pronunciadas. Mas, insisto; alguns destes reporters sensacionaleiros não se incomodam com os prejuizos que a todos vierem a tocar,  desde que, vendam as suas notícias. 

 

Nota final:

1º-O primado da lei é para ser cumprido. O, PGR, no caso das escutas telefónicas deu-lhe a interpretação que no momento julgou adequada, Se esta interpretação não foi ao encontro, das pretensões de alguma comunicação social, que acha que os seus direitos estão a ser postos em causa, defendam-nos em sede própria, que para isso existem. 

 

2º As posições assumidas nestes modestos escritos não têm nada a ver com simpatias pessoais pelo Partido do Governo, ou antipatias pela Oposição. Resultam tão só de uma opinião isenta e desapaixonada  dos assuntos da vida Nacional, temperada pelos anos que já vou levando de existência.

 

3º Corroboro o que digo com uma vivência dos períodos de Salazar, Caetano e os actuais, por conseguinte, já pouco me espanta, mas não deixo de observar.

 

 

 

 

publicado por etario às 00:01
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