Segunda-feira, 15 de Abril de 2013

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Para albergar vinte e poucos cães e dezoito gatos foram gastos aproximadamente quatrocentos e oitenta mil euros, (in correio da manhã de hoje, "com foto"). Só pode tratar-se de uma notícia burlesca. Num País em que todos os dias famílias ficam ao relento por terem sido despejadas das suas casas, desbaratar na aquisição de instalações para vinte cães e dezoito gatos o equivalente ao necessário para adquirir 5 fogos para habitação de pessoas que dela carecem, é, no mínimo ofensivo e desrespeitoso da dignidade humana. Não é que os cães e gatos não tenham direito a um tratamento digno da sua condição de seres vivos, mas, convenhamos que existem limites que devem ser respeitados. Num momento em que cada Português conta os cêntimos para ver se consegue pagar a mensalidade da sua habitação e pôr na mesa o indispensável à sua subsistência, a notícia de mais este esbanjamento tem um sabor amargo. Por isso, só pode ser uma brincadeira. É que, não se tratando de uma brincadeira, o assunto cheira mal, mal demais para ser verdade. O desespero de querer alimentar a família com o essencial e não ter a possibilidade de o fazer, pode levar a extremos jamais imaginados. Seria bom que a escumalha que esbanja dinheiros públicos passasse por um desses desesperos, para que, de cada vez que utilizasse um cêntimo do que não lhe pertence tivesse mais respeito por todos os que através dos impostos lho possibilitam, e dos que dele necessitam.

 

É por estas e por outras que andamos de chapéu na mão e mendigar junto da Europa, mas, continuamos a comportarmo-nos como "Betinhos" a criar hotéis para cães e gatos e a escorraçar os humanos de segunda e terceira.

 

 

 

publicado por etario às 00:12
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Domingo, 16 de Dezembro de 2012

PRIVATIZAÇÕES

Que nos interessa a TAP? Ter uma companhia aérea de bandeira é um luxo de que só alguns beneficiam e todos pagam.

Beneficiam especialmente os administradores e gestores de coisa nenhuma que por lá cirandam  e são pagos a peso de ouro; os dirigentes sindicais do pessoal de voo, e de terra, bem como os correspondentes sindicalizados. Os primeiros, porque irresponsavelmente reivindicam aumentos de salários  não correspondentes com a produtividade, e os segundos, porque sempre estão de acordo em aderir a greves que, no fundo, sabem ter finalidades políticas. É que, dinheiro eles já ganham a mais, especialmente o pessoal de vôo. E se assim não fosse, os descontentes sempre poderiam mudar de empresa. Mas, por  se tratar de uma empresa pública, torna-se mais fácil reivindicar aumentos salariais  e outras mordomias que sabem ser desproporcionados.  E se o Estado não estiver pelos ajustes, então sempre há o recurso à greve efectivada em época de maior procura. E para causar mais impacto, de preferência esta greve é devidamente buzinada pelos órgãos de comunicação social, capitaneados pelos colegas afectos ao  partido que tutela o sindicato.

 

Os administradores de coisa nenhuma (que são a maioria), mais os políticos da tutela, como não têm que prestar contas aos accionistas, [e por vezes também usufruem dessas greves, por efeito decorrente de familiares ou amigos beneficiarem dessas reivindicações], depois de alguma fingida hesitação cedem, e com isso, lá dão mais um golpe no baú do dinheiro público. O Estado, que somos todos nós, para ter uma companhia aérea de bandeira temos que pagar bem caro os caprichos  dos sindicatos.

 

Como cidadão, entendo que manter à custa de capitais públicos uma companhia aérea cujo único benefício público é a ostentação de um nome Português, é um luxo que não estamos em condições de manter. Por isso, em vez de vender  a TAP, entendo que esta deve ser dada aos sindicatos,  para que estes retirem dela os rendimentos para satisfazer as suas reivindicações quase permanentes.

 

Assim, a TAP deixaria de custar dinheiro - muito - aos Portugueses.

publicado por etario às 22:40
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Sábado, 8 de Dezembro de 2012

A BEM DA NAÇÃO

Em conversa informal com amigo de criação veio à baila o tema "Medina Carreira"; ambos temos a mesma opinião sobre o assunto. Quer dizer, sem qualquer base de sustentação achamos que Medina Carreira é vitima de uma tentativa de silenciamento, e que , tal se deve ao incómodo que a alguns causam as verdades que, sem medo, diz em alta voz.

 

Rapidamente passamos ao tema da peça apresentada ontem no canal 2 da RTP acerca do banco GOLDMAN SACHS. Qualquer cidadão de entendimento médio achará estranho a ligeireza com que um homem da craveira técnica do governador do Banco de Portugal tenha falhado tão redondamente numa tarefa"para ele tão comezinha" como a supervisão das contas públicas, permitindo que estas atingissem um monumental descalabro. Tal falhanço foi extensivo aos governadores dos bancos  centrais de Espanha, Irlanda, Grécia e, tudo leva a crer, de Itália.

Aquilo de que se suspeitava ficou mais claro depois do visionamento da dita peça televisiva. A crise da zona euro, tem por base a corrupção e o conluio.  Verdade é que o Banco das terras do tio SAM domina a zona euro através  da mais poderosa das armas "o dinheiro e a corrupção"..  Mas tal não teria acontecido se os políticos e banqueiros "alguns" em vez de corruptos e coniventes  com os interesses do grande capital  fossem patriotas.

Só a ganância e ambição pessoal, a vileza, a falta de caracter e honra, aliadas à certeza da impunidade, permitem que sejam cometidos por estes escarros da sociedade os crimes de lesa pátria, cujos custos, sempre serão pagos pelo povo anónimo.

 

A democracia é sem dúvida a mais justa forma de exercer a governação, mas uma democracia tem de ser musculada, aplicando mão pesada a todos os que desvirtuem a sua essência.

 

Os que nasceram nos anos 48 a 50 do século passado, e que ainda por cá cirandam, têm ainda presente que, com todos os defeitos que lhe possamos apontar, o Estado Novo abominava as faltas de Patriotismo punindo severamente os que por acção ou omissão empreendiam condutas tendentes a prejudicar a Nação. Aqueles que, servindo-se de cargo público para em proveito próprio dele retirar benefícios em prejuízo do colectivo, eram de imediato substituídos no cargo ou função sem prejuízo de virem a ser condenados de acordo com a falta cometida.

 

E que ninguém dicesse que desconhecia a função patriotica que era o trato ou gestão da coisa pública, pois que,  qualquer documento oficial terminava com a expressão "A BEM DA NAÇÃO".

 

A expressão "A BEM DA NAÇÃO" não era palavra vã; demonstrava claramente que o conteúdo do documento tinha como finalidade o  BEM DA NAÇÃO que, no fundo era o bem de todos.

 

Hoje, infelizmente, do conteúdo dos documentos oficiais extrai-se implicitamente a expressão "A BEM DO TITULAR DO CARGO", o Povo que pague a conta.

 

 

publicado por etario às 15:27
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Sábado, 3 de Novembro de 2012

FEUDALISMO

É preciso regredir à Idade Média para se encontrar um sistema de cobrança de impostos tal qual o temos hoje em Portugal. Nesse tempo, o Snr Feudal impunha aos servos da gleba os montantes da sua meação nas colheitas, nunca podendo ser inferior a certo montante determinado por ele.

Os desgraçados trabalhavam de sol a sol no cultivo das terras e a colheita ía quase toda para o celeiro do do dono das terras. E, mesmo que a colheita corresse mal e não chegasse para satisfazer o montante imposto, o  servo ficava endividado com a obrigação de pagar na colheita seguinte.

 

Claro que o senhor Feudal tinha ao seu serviço um exercito para extorquir as quantias aos que se recusavam a pagar os montantes impostos.

 

Felizmente a humanidade evoluiu e a meação pedida pelos estados nação, ou seja, os impostos pagos ao Estado deixaram de o ser em função de imposições arbitrárias, mas sim, através de leis fiscais de alcance geral e abstracto, subordinadas aos princípios  da proporcionalidade e da adequação.

A imposição de impostos pelo Estado tem toda a legitimidade já que a finalidade das mesmas visa a prossecução dos interesses da colectividade, assentando na premissa de que, cabe ao Estado essas funções.

 

Infelizmente em Portugal os tempos do Feudalismo Fiscal estão de regresso e em força; Não há respeito pelos princípio da ética e da moral fiscal. Os Governos não respeitam os princípios constitucionalmente consagrados em matéria fiscal e, sobrecarregam os contribuintes com uma carga fiscal impossível de cumprir.

Veja-se como exemplo o último aumento das avaliações do património imóvel urbano: se é verdade que alguns imóveis  estavam com valores baixos face à realidade contributiva de outros, não é menos verdade que o processo de actualização de valores para efeitos e  tributação em sede de IMI foi um perfeito atentado ao princípio da proporcionalidade e equidade fiscais.

O estado Português decide unilateralmente o como, o quanto, o prazo e o modo de cobrança do IMI.

Tome-se como exemplo um prédio avaliado em sede  de IMI em 2009, ter sofrido um aumento de 300% (sim leu bem 300%) em 2012. Claro que este processo de avaliação foi aplicado em todo o País com a finalidade única de sacar dinheiro vivo aos contribuintes, não esquecendo a dupla tributação resultante do pagamento de IMI e de IRS ou IRC para os prédios arrendados.

 

A presunção do valor do imóvel com base no valor de mercado é uma falácia que repugna. Só tem valor de mercado o imóvel posto à venda de boa fé e após o pagamento pelo comprador. O valor de mercado dos prédios de morada de família habitados por estas e que não estão à venda não é presumível de avaliação em termos de valor de mercado. Mas, se o fosse, qual seria o critério: o valor especulativo pedido por alguns vendedores o valor de venda em aflição ou de  dação em  pagamento ao Banco? O Estado sabe isto e muito mais, mas, o importante é sacar dinheiro vivo e já.

 

E tudo em nome de quê; do esbanjamento de uma máquina administrativa improdutiva, mordomias distribuídas aos que gravitam na órbita dos partidos políticos, dos governos e de negócios criminosos, em que, o Estado é sempre o prejudicado em favor de uns quantos figurões que a Justiça não tem a coragem de meter atrás das grades.

 

Estes desmandos de governação estendem-se às autarquias -salvo as honrosas excepções que na manutenção de exércitos de funcionários vão assegurando os votos que lhes têm permitido eternizar-se no poder.

 

A irresponsabilidade de alguns dirigentes sindicais da função pública e de empresas públicas [CP, TAP, CARRIS, etc,] que mesmo sabendo da existência do fosso salarial entre alguma função pública e o privado, não deixam de, por motivos políticos promover greves cujos resultados têm tanto de estúpidos como de inúteis. Outro sim, causam prejuízo de dimensões consideráveis aos cidadãos que as suportam.

 

A paciência tem limites.

Se estes valores de IMI não são um roubo, então soltem-se os desgraçados que por muito menos estão presos.

 

publicado por etario às 17:10
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Sábado, 6 de Outubro de 2012

ORDEM DOS ADVOGADOS

O candidato a candidato a Bastonário dos Advogados Portugueses Dr Jorge Neto, defende em notícia publicada "in correio da manhã de sexta feira 05/10/2012 pag 18" que, se for eleito, para além de outras, exigirá o mestrado para o acesso ao estágio na Ordem dos Advogados.

 

No devido respeito pelas intenções do Sr. candidato, sempre se dirá que hoje em dia quase todos os candidatos a advogado estagiário têm o grau de mestrado, e que, nem isso os livra dos maus resultados obtidos nos exames de aferição de conhecimentos, especialmente os da primeira fase.

 

Diz igualmente o Sr. Candidato que, quer transformar o estágio numa verdadeira escola de advocacia; aplaudo de pé esta última intenção.

Na verdade, e pelos resultados obtidos nos exames de aferição, (especialmente a 1ª fase) duas possibilidades são de equacionar:

 

a) ou a formação prestada durante o estágio é efectivamente má, ou os ditos exames não são mais do que a oportunidade de passar aos advogados formandos um atestado de burrice . Note-se, que grande parte deles, têm o grau de mestrado  nas áreas em que não obtêm classificação positiva (Prática Processual Civil e Prática Processual Penal) .

 

b) ou os exames de aferição funcionam como um filtro que impede a massificação da profissão, aliás, tema querido e estandarte do actual Bastonário.

 

Mas, como em direito é de extrema facilidade elevar até à impossibilidade o nível de dificuldade de conclusão de um teste, (basta a colocação de questão para que o tempo de resposta disponibilizado seja insuficiente) fácilmente se conclui que os exames de aferição são precisamente filtros de impedimento de massificação da profissão.

 

Posto isto, e depois de leitura do que propõe fazer, se for eleito, fico com a sensação de qe V.Exª em matéria eleitoral é um clone do actual Bastonário. Quer dizer, utiliza o mesmo engodo para pescar a seu favor, os votos dos advogados recém agregados e dos já estabelecidos.

 

Facil se torna a conclusão de que existem advogados a mais! Mas, estou em crer, que a solução de tal problema não passa por impor testes de aferição de conhecimentos cujo grau de dificuldade nem advogados já experimentados resolveriam. Pelo que se deixou dito, igualmente o grau de mestrado, embora desejável, não resolve o problema, pois que, os detentores deste grau académico esbarram igualmente nos testes de aferição da 1ª fase de estágio. A resolução do problema talvez passe pela tentativa da introdução de um númerus clausus a partir das faculdades de direito.

 

Subscrevo integralmente a sua intenção de transformar o estágio numa escola da advocacia. E, no final de cada fase do estágio, que os formandos sejam sujeitos a testes cujas perguntas correspondam à matéria efectivamente lecionada, sem filtros e outras manhas impeditivas de acesso à profissão.

 

Repare igualmente, que o fracasso dos exames de aferição não são exclusivamente (como pretende o actual bastonário) das faculdades de direito que conferem o grau de licenciado. Estas, como é sabido, leccionam preferencialmente matéria substantiva, e a formação na O.A, versa sobre matéria processual adjectiva, e, é exactamente nesta área dos testes que se dão os piores resultados. Retire-se daqui as conclusões tidas por essenciais.

 

Finalmente, desejo que V.Exª obtenha um bom resultado eleitoral e que, se vier a ser eleito, devolva à O.A. a dignidade e respeito que lhe são devidos, não deixando por isso de cumprir os seus deveres deontológicos, especialmente os que obrigam ao respeito mútuo entre advogados, pois  que, o actual Bastonário deles tem andado arredado, (levaria nota negativa a Deontologia) esquecendo que, a Drª Paula.T. Cruz por estar  MInistra da Justiça não deixa de ser advogada.

 

 

publicado por etario às 17:48
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DARDOS/HIPOCRISIA

Por mais que procure (apesar de ter esperado até hoje) não encontro a notícia que dê conta da causa/origem do incêndio que destruiu as instalações do retail parque de Portimão. Retenho apenas a hipocrisia do  presidente da Câmara Municipal de Portimão a lamentar a perda de  postos de trabalho "precários".

 

Não é bonito de se ver os escombros e cinzas de um incêndio que sempre destrói bens, e, se foi fogo posto a origem daquele que destruiu as lojas daquele  retail parque, "o de Portimão", que os responsáveis por isso sejam rapidamente descobertos e efectivamente condenados.

 

Mas, servir-se das imagens dantescas proporcionadas pelo incêndio e vendê-las ao País inteiro como uma desgraça nacional, deveria ter os seus limites.

Limite para a decência das palavras proferidas; o presidente da Câmara Municipal de Portimão lamentou "com ar de gato pingado" os postos de trabalho que se perderiam com o incêndio, mas jamais, lamentou os postos de trabalho que foram destruídos com a instalação dessas áreas comerciais.  Note-se, que na maioria eram postos de trabalho precário como quase todos os que são criados pelas empresas proprietárias dessas áreas comerciais, e, os postos de trabalho destruídos pela instalação destas, eram efectivos, bem como efectivos eram as empresas e empresários que foram levados à falência por esses gigantes do comércio.

 

Faça  as contas Snr Presidente da Câmara, e veja quanto pagam de IRC esses gigantes, e quanto vale a derrama desse IRC para a Câmara de Portimão. Não ficarei surpreso se concluir que vale zero. Já agora, veja igualmente quantas empresas deixaram de existir "arrastando na queda pequenos empresários e os seus trabalhadores", por culpa directa desse polvo que, sem ética ou respeito pela existência dos demais, apenas visa o lucro ofensivo sem respeito pelas regras da coexistência empresarial e social.

 

Limite igualmente, para a ganância e avidez de lucro desses oligopólios que, sem preocupações sociais, destroem um tecido empresarial criado e sustentado nessa preocupação social de justa distribuição da riqueza.

 

Não seria de admirar que, (se foi fogo posto) nesse acto criminoso estivesse a revolta de alguém que  se viu lançado numa vida de miséria pela acção directa desses vampiros e seus acólitos.

 

Que sirva de ponderação a todos  que, pela sua grandeza, pensam poder esmagar os demais.

 

Finalmente um dardo ao CEO da Jerónimo Martins (pingo doce). Disse este Snr. na televisão: trabalhar por quinhentos euros por mês é desmotivante! Aplaudo de pé a sua preocupação com o baixos salários dos trabalhadores portugueses, mas, pergunto: quantos trabalhadores precários tem a Jerónimo Martins? E  quantos levam para casa menos de quinhentos euros por mês? Quantas horas para além das oito têm de trabalhar, e de bico calado?

Porque não alivia a crise de Portugal pagando cá os seus impostos? Porque se comporta como qualquer pirata da idade média, ou seja, rouba aqui o barco e leva o saque para outro reino.

 

A hipocrisia deveria ter limites.

publicado por etario às 16:32
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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012

INCÊNDIOS

Desenrola-se aos nossos olhos uma verdadeira tragédia nacional;  pelo hábito e frequência com que vemos estas imagens nos noticiários televisivos, quase nem ligamos à terrível realidade.

Contudo, os efeitos económicos, ecológicos, paisagisticos e sobretudo psiquicos, de quem directamente sente as agruras deste flagêlo, não são mensuraveis. Nem o esforço extraordinário, sobre-humano desses igualmente extraordinários bombeiros, tem paralelo. É sacrifício excessivo.

 

Apetece usar linguagem mais desbragada e dizer: poorrrra! Chega , basta de incêndios. Igualmente apetece dizer: acabe-se com os negócios em volta dos incêndios e condene-se  exemplarmente os que os provocam, dando a esssas condenações o mesmo aparato mediático que é dado "e bem" aos incêndios.

 

Analise-se os milhões de euros (para além de outras) que por negligência, comissão e omissão os incêndios destroem de Norte a Sul do País.

Não estamos em condições de esbanjar!

 

As pessoas que têm hoje cerca de sessenta anos, lembram-se de tempos não muito distantes em que a mancha florestal Portuguesa era muito maior e não havia tantos incêndios. E quando os havia, os bombeiros mesmo mal apetrechados resolviam o problema, pois que a mata estava limpa de resquícios florestais para não permitir ou atrasar o fogo. Claro que nesses tempos os incêndios eram consequência de causas naturais (trovoadas por exemplo) e, raramente por negligência. Mais raramente ainda, os havia de origem criminosa, já que, para este criminosos havia mão pesada e célere.

 

Havia respeito pela propriedade pública e privada, e políticas de conservação e prevenção de fogos florestais materializada na limpeza obrigatória das matas.

Hoje, o que se vê é desleixo e falta de respeito por esses valores, mas, ao invés, veja-se a pompa com que os políticos arrotam milhões para combater os fogos, considerando até uma época dos fogos. Correcto seria a existência de uma época de prevenção dos fogos! O melhor investimento seria a prevenção dos fogos, e os responsáveis sabem exactamente o que fazer para tal. Os autarcas e os comandantes de bombeiros das áreas florestais certamente que de boa vontade dariam uma ajuda na implementação dessas políticas de prevenção e, com certeza, que essas políticas seriam muito menos dispendiosas financeiramente, bem como a todos os níveis, mormente humanos.

E não se pense que não existe mão de obra para proceder a essa limpeza das matas; as cadeias portuguesas estão repletas de reclusos ansiosos para trabalhar.

 

A vida humana não tem preço e, já se perderam algumas por causa dos incêndios.

 

Mais fogos não!

publicado por etario às 23:52
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

Dardos

Dardo 1--Porque funcionam as discotecas e outros locais de diversão até de manhã ou sem limite de horário? Haverá alguma justificação para tal? Justificação existe para que tal não ocorra, e  as licenças de funcionamento deveriam conter regras para encerramento no máximo à 01 hora da manhã, com excepção para sexta e sábado que poderia ir até às 02 horas da manhã.

Com tais medidas, certamente que os desacatos e crimes por motivos fúteis  tenderiam a diminuir.

Porque não exercem as autoridades o seu direito/dever de cuidar da segurança dos cidadãos ordeiros e pagadores de impostos? Porque não se põe na ordem esses bandos de aves nocturnas, que ao invés de trabalharem, apenas dormem durante o dia e causam problemas durante a noite?

Basta já de impunidade e de falta de respeito por quem contra tudo e todos ainda vai trabalhando e pagando impostos.

Precisa-se urgentemente de Governantes competentes a todos os níveis da administração, que governem sem pensar se a sua acção lhes dá ou retira votos.

Se não têm coragem ou competência, demitam-se!".

 

Dardo 2-- O sr. Relvas ainda não percebeu que calçou um sapato apertado para o seu pé? O Sr. Primeiro Ministro não se apercebe que aquele elemento (o sr.. Relvas) é o duque do baralho?

 

É de todos consabido que a RTP não presta serviço público nenhum, e que apenas existe para estar ao serviço dos partidos do governo que, com a mesma frequência com que entram e saem do poleiro, enxameiam a RTP e outros organismos públicos dos seus boys, tornando estes organismos públicos em máquinas de sorver dinheiro aos contribuintes. É assim desde o 25 de Abril, e na RTP, como noutras, ainda lá existem em prateleiras douradas"pagos a peso de ouro" alguns figurões que sempre estiveram à ordem de clientelas políticas.

Vamos chamar as coisas pelos nomes: há jornalistas, administrativos, comentadores, e sobretudo administradores a mais  na RTP. Se há pessoal a mais, faça-se o que se faz em qualquer empresa sem capitais públicos: racionalize-se esses activos, a começar pelos não produtivos; cortem-se as mordomias e reduza-se o vencimento aos administradores de coisa nenhuma. Ponha-se a RTP 2 a funcionar como serviço público de facto, com programas vocacionados a essa finalidade e não com programas escolhidos e comprados ao sabor de interesses clientelares.

 

Se tudo isto for feito, não haverá necessidade de dotar a RTP com tanto dinheiro que é pago por todos nós, nem de concessioná-la. A concessão anunciada pelo vampiro Sr. Borges "cozinhada com o sr. Relvas" mais não é do que uma jogada semelhante às parcerias público privadas, mas, de resultados ainda mais nefastos, pois que, de futuro, ficará ao serviço dos partidos que agora lhe dão forma.

Daí a razão maior da indignação do PS que se vê no futuro a ficar de fora da máquina de propaganda que é paga por todos nós.

 

Afinal, que gestores tem este governo que nem sequer é capaz de gerir um canal de televisão? Penso que até os terá, mas, falta-lhes aquilo que têm os forcados portugueses quando enfrentam o bruto. Falta-lhes a coragem, por isso, demitam-se e entreguem o País aos militares novamente.

 

É presumivel que estes respeitem a constituição.

 

 

publicado por etario às 21:51
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Sábado, 4 de Agosto de 2012

POBRE POVO

Entre o neo liberalismo activo , representativo de um capitalismo manhoso,  sem escrúpulos e insaciável de dinheiro e poder, e a irresponsabilidade de alguns dirigentes sindicais igualmente manhosos, calculistas e ciosos de justificar as mordomias de que beneficiam pelo facto de o serem "dirigentes sindicais", a maioria obedecendo a ordens dos partidos políticos que os colocaram nessa posição de privilégio, fica o saco de boxe  que se chama povo.

 

Este saco de boxe de tanto levar de uns e de outros, está algo esfarrapado, e, sem culpa directa do estado de farrapo a que chegou, ainda tem que suportar os custos altíssimos  dos remendos necessários.

 

Uns e outros, capital e sindicatos, parecem viver em mundos distantes da realidade quotidiana daqueles a quem sugam a seiva que lhes permite apresentarem-se como arvores frondosas  num jardim seco e decrépito. Os primeiros "o capital", porque embora sabendo o estado calamitoso do País, continuam a voragem, deixando pelo caminho os esqueletos daqueles que aniquilaram e que têm suportado os impostos, pouco ou nada se importando se no advir todos seremos esqueletos. Os segundos "os sindicatos" [especialmente os das profissões ditas estratégicas, quase todas ligadas ao sector público estatal], porque, independentemente dos prejuízos astronómicos causados pela gestão danosa destas empresas , não hesitam em promover greves que têm como resultado final o agravamento desses prejuízos e, consequentemente, o agravamento das condições de vida daqueles que têm de pagar esses desvarios.

 

Seria bom que os dirigentes sindicais (alguns na ansia de visibilidade televisiva) promovessem a denúncia da gestão danosa de que são alvo algumas empresas públicas e, não se servissem dessa circunstância para reivindicar aumentos de salários (que todos temos de pagar) que já estão muito acima do razoável, e só possiveis em empresas sustentadas com o dinheiro sugado a  todos os que fazem parte do saco de boxe.

 

De um lado e de outro, haja contenção e respeito por todos os que na revolta do silêncio se vão resignando e pagando, mas não se dá doutrina a um estômago vazio, e a paciência tem limites.

 

 

 

publicado por etario às 19:06
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Quinta-feira, 26 de Julho de 2012

Respeito

A govrnança da coisa pública exige conhecimento da matéria sobre que se governa e vontade férrea para a exercitar. Exige igualmente uma boa dose de surdêz para as criticas estéreis daqueles que no conforto da certeza de que jamais serão chamados a executar seja o que seja, lá vão bolsando opiniões sobre tudo,  desconsiderando o trabalho daqueles que dão o melhor de si em prol da comunidade.

 

Paga ou não, a governança da coisa pública exige igualmente espírito de sacrifício e  honestidade a toda a prova. Por ser  um acto voluntário, os candidatos a exercê-la deveriam ponderar se estão ou não à altura das tarefas que se propõem desempenhar. Aos governados cumpre,  para bem de todos, exercer uma fiscalização activa dessa governança, criticando construtivamente e apontando soluções.

 

Infelizmente, constata-se que assim não é; quer dizer, salvo as excepções, os que se propõem governar não cuidam de saber se estão aptos ao cargo, e os governados "alguns" desancam a torto e a direito naqueles que exercem a governação. Mas, não se cuide que o fazem com sentido isento e construtivo apontando soluções. Não, desancam somente porque a governança (mesmo que bem exercida) não é exercida por gente do partido de que são filiados ou simpatizantes.

 

Nesta saga de mal dizer, o Presidente da Câmara Municipal de Almeirim tem sido alvo de críticas destrutivas que nem sequer respeitam a sua esfera pessoal. Velada, ou declaradamente, algumas críticas têm por finalidade não a obra do autarca político, mas sim a esfera pessoal deste.

Ora, bem mehor seria que alguns daqueles que sem cessar atacam o homem, o fizessem ao político, demonstrando os erros e apontando soluções.

 

Aqueles que não concordam com as directrizes de governança do Concelho, devem justificar porque não concordam e, apontar as soluções que no seu entendimento satisfariam melhor o interesse dos munícipes, assim exercendo um direito de cidadania.

 

Os erros de governação cometidos "por acção e ou omissão" pelo Presidente da Câmara Municipal de Almeirim serão certamente muitos; não é sabido se quando se candidatou ponderou se  estava à altura do cargo e das funções que se propôs desempenhar, mas, as sucessivas reeleições, o alheamento dos cidadãos pelas opções tomadas, pela falta de contestação por estes aos resultados obtidos e sobretudo, o seu empenho em prol da coisa pública deram-lhe concerteza o aval político dos munícipes para que prosseguisse a governação nos moldes em que o fez.

 

Foi no prosseguimento dessa governação que se desgastou política e fisicamente, estando em fase terminal de mandato sem hipótese legal de reeleiçao.

 

E a nós, cidadãos e munícipes almeirinenses, uma vez ponderada a possibilidade de estarmos à altura de desempenhar um  cargo na governança da coisa pública, cabe-nos a responsabilidade cívica de nos propormos a sufrágio, e, se eleitos, provar que somos capazes. Até lá, vamos ajudar o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Dr. José Gomes, a terminar o seu mandato com a dignidade merecida.

 

A oposição deve fazer-se em sede própria, e nos moldes que a lei dispõe.

 

 

 

 

 

 

publicado por etario às 22:27
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